Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Ligue 180 vai receber informações de plataformas sobre violência digital

Órgãos federais pediram dados sobre denúncias, remoção de conteúdos e atendimento a mulheres vítimas de agressões na internet.

Ligue 180 vai receber informações de plataformas sobre violência digital

As plataformas digitais terão prazo sugerido de 15 dias para informar ao governo federal como recebem e tratam denúncias de violência contra mulheres na internet. O objetivo é reunir dados para melhorar as orientações oferecidas pelo Ligue 180 e fortalecer a proteção no ambiente digital.

O pedido foi feito por meio de um ofício assinado por três áreas do governo: a Secretaria de Políticas Digitais, ligada à Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; a Secretaria de Direitos Digitais, do Ministério da Justiça; e a Secretaria de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, do Ministério das Mulheres.

Informações solicitadas às empresas

Entre os dados pedidos estão os procedimentos usados para receber notificações sobre a divulgação não autorizada de conteúdo íntimo. As empresas deverão informar os prazos para analisar as denúncias, a forma de confirmar o recebimento e a possibilidade de acompanhar cada solicitação.

O governo também quer saber quais mecanismos são usados para impedir o reenvio de conteúdos que já foram removidos. A solicitação segue o artigo 21 do Marco Civil da Internet e as diretrizes do Decreto 12.976/2026.

Outro ponto é a aplicação desses procedimentos a materiais manipulados ou produzidos com inteligência artificial. O documento ainda questiona se existem canais específicos para denúncias de assédio e de violência política de gênero.

As plataformas deverão indicar um ponto focal no Brasil para facilitar o contato direto com o poder público. A interlocução deve tratar das medidas relacionadas à proteção de mulheres no ambiente online.

Dados para orientar vítimas

As informações recebidas serão usadas para aprimorar o atendimento do Ligue 180, principalmente na orientação de mulheres que sofreram violência praticada ou disseminada pela internet. A intenção é permitir que o serviço informe quais canais estão disponíveis em cada plataforma e quais procedimentos devem ser seguidos para pedir providências.

O governo afirma que a coleta integra um esforço para estruturar políticas de proteção de direitos no ambiente digital. O pedido foi apresentado de forma cooperativa, dentro das atribuições dos órgãos envolvidos, e considera as obrigações previstas no Decreto 12.976/2026 para a proteção de mulheres nesse espaço.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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