Morder cobertores e pressionar o tecido com as patas, em um movimento semelhante ao de amassar pão, é um comportamento comum entre gatos. Na maioria das vezes, a atitude aparece quando o animal está tranquilo e pode indicar sensação de segurança no ambiente.
Relação com a fase de filhote
O hábito pode ter origem nos primeiros meses de vida. Durante a amamentação, os filhotes pressionam com as patas a área próxima às mamas da mãe para estimular a saída do leite. Alguns animais mantêm esse movimento depois de adultos, especialmente em momentos de relaxamento.
Enquanto amassa o cobertor, o gato pode ronronar, demonstrar sonolência ou dormir. A prática também pode ser mais frequente entre animais separados da mãe e dos irmãos cedo demais, já que morder e pressionar tecidos reproduz parte da sensação associada à amamentação.
Estresse, mudanças e tédio
Alterações emocionais também podem influenciar o comportamento. Mudanças na casa, a chegada de outro animal ou de um bebê, uma mudança de residência e alterações nos horários dos responsáveis estão entre as situações capazes de gerar estresse.
Se o hábito surgiu de repente, é importante observar o que mudou recentemente. Quando a alteração não puder ser evitada, a adaptação deve ocorrer de forma gradual. A orientação de um médico-veterinário pode ser necessária, sobretudo se houver agressividade, mudança no apetite ou dificuldade para urinar.
A falta de atividades é outra possível explicação. Gatos que ficam muito tempo sozinhos ou têm poucos estímulos podem direcionar a atenção a cobertores, móveis, papelão, plástico e outros itens. Arranhadores, brinquedos, esconderijos, prateleiras em locais altos e atividades de busca por alimentos são alternativas de enriquecimento ambiental.
O tecido também pode se tornar familiar por causa dos sinais de cheiro deixados pelo animal, funcionando como objeto de conforto e marcação de território.
Quando procurar atendimento
Morder e amassar o cobertor costuma não ser um problema quando ocorre ocasionalmente, sem que o gato engula partes do tecido ou apresente outras mudanças. A situação exige atenção se o animal começar a ingerir tecidos, plástico, madeira ou outros materiais.
Esse comportamento pode estar relacionado à alotriofagia, condição marcada pelo interesse ou consumo de objetos que não fazem parte da alimentação. Deficiências nutricionais e dieta inadequada podem estar entre as causas, mas a investigação deve ser feita por um médico-veterinário. A alimentação não deve ser alterada por conta própria.
A ingestão de objetos pode causar um corpo estranho no sistema digestivo e, dependendo do tamanho e do local, provocar obstrução no estômago ou no intestino. Vômitos, diarreia, falta de apetite, dor, apatia e dificuldade para defecar são sinais que exigem atenção.
Nesses casos, o animal precisa ser avaliado por um médico-veterinário com rapidez. A situação pode exigir atendimento profissional e não deve ser tratada em casa.







