Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Eletricista aparece como tesoureiro de ONG sob investigação por movimentações milionárias

Vanderlei Magalhães Natividade tinha autorização para movimentar contas do Instituto Conhecer Brasil, segundo decisão de Flávio Dino.

Eletricista aparece como tesoureiro de ONG ligada a ‘Dark Horse’ que movimentou R$ 83 milhões - A Nova Democracia

O eletricista industrial Vanderlei Magalhães Natividade aparece como tesoureiro do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e tinha poderes para movimentar todas as contas da entidade. Segundo decisão de Flávio Dino, mais de R$ 83 milhões teriam sido operados pelo instituto entre setembro de 2023 e agosto de 2024.

Natividade oferecia serviços de reparos industriais, instalação de câmeras e alarmes, controle de acesso e serviços de bombeiro. Ele morava em uma casa simples construída no fundo de um terreno na Brasilândia, onde também viviam familiares de Karina. Em maio, apresentou-se como “parente de consideração” da empresária.

Em 10 de setembro, a Polícia Federal vasculhou o endereço do eletricista. Na mesma decisão, Flávio Dino determinou que ele não deixasse o País. Os documentos do ICB indicam que Natividade podia movimentar todas as contas da entidade, incluindo aquelas nas quais foram identificadas as operações de maior valor.

Contratos e repasses

O Instituto Conhecer Brasil recebeu emendas de Mário Frias e assinou com a Prefeitura de São Paulo um contrato de R$ 108 milhões para instalar pontos de internet sem fio. A entidade também aparece em um circuito no qual R$ 8,55 milhões foram repassados a uma empresa que redistribuiu recursos para firmas registradas em nome de trabalhadores pobres.

A defesa de Natividade não havia se manifestado até a última atualização. Karina disse ter entregue mais de 20 mil páginas às autoridades e apresentou reclamação ao Supremo Tribunal Federal para discutir a competência da investigação, sem contestar o mérito.

O prefeito Ricardo Nunes afirmou que uma apuração municipal não identificou irregularidades no contrato. A Polícia Federal investiga qual era a função efetivamente exercida pelo tesoureiro e quem comandava as operações milionárias.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5