Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
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Duas beagles passam por edição genética para reduzir alérgeno canino

A técnica foi aplicada pela Kindred Companion Sciences em cães vivos, mas ainda precisa de novos estudos antes de qualquer conclusão mais ampla.

Duas beagles passam por edição genética para reduzir alérgeno canino

Duas beagles saudáveis são o primeiro resultado conhecido de uma técnica que retirou de cães vivos a proteína associada à maioria das reações alérgicas em humanos. Os animais passaram por edição genética e vivem com tutores nos Estados Unidos.

O trabalho foi realizado pela empresa americana Kindred Companion Sciences. A companhia afirma ter eliminado um alérgeno diretamente em cães, e não somente em células mantidas em laboratório. Especialistas, porém, avaliam que ainda são necessários outros estudos para analisar a técnica.

A proteína escolhida pelos pesquisadores foi a Can f 1, considerada o principal alérgeno canino e presente na maioria dos casos de sensibilização a cachorros, conforme estudos anteriores. Ela é produzida nas glândulas da saliva e na língua dos animais.

Como os cães se lambem, a substância também chega ao pelo e à caspa. Por isso, animais que soltam menos pelo ainda podem carregar as proteínas relacionadas às reações alérgicas. A proposta da edição genética é interromper esse processo na origem, em vez de apenas lidar com os sintomas depois que eles aparecem.

Em pessoas alérgicas, o sistema imunológico reconhece a Can f 1 como uma ameaça e produz anticorpos chamados IgE. Essa resposta provoca manifestações como coceira, olhos vermelhos, espirros e crises de chiado no peito.

A pesquisa pode representar uma possibilidade para pessoas que desejam ter um cachorro, mas apresentam alergia. No entanto, o resultado obtido com as duas beagles não encerra a necessidade de investigação. Os cães estão saudáveis e seguem vivendo com seus tutores, enquanto a técnica ainda depende de avaliações adicionais.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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