RIO DE JANEIRO — A defesa de Verônica Costa afirma que a ex-vereadora buscou ajuda das autoridades antes dos fatos usados no pedido de revisão criminal apresentado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Um boletim de ocorrência registrado em 2010 é o principal documento citado pela advogada Maíra Fernandes, que assumiu o caso.
Segundo a defesa, Verônica relatou à polícia agressões físicas e psicológicas, ameaças com arma de fogo e um episódio de roleta-russa. Ela também teria solicitado uma medida protetiva de urgência, mas o pedido foi negado.
Os documentos apresentados ao tribunal ainda mencionam que, meses depois, Verônica relatou novas agressões e o roubo de dinheiro pelo então marido. A defesa sustenta que ela não recebeu proteção do Estado e argumenta que, diante dessa situação, familiares teriam reagido.
O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (25), um dia depois de Verônica ser presa. Ela cumpre uma condenação de 10 anos e 8 meses de prisão por tortura contra um ex-companheiro. Conhecida como Mãe Loira do Funk, a ex-vereadora foi presa na noite de quinta-feira (24).








