Contagem, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Brasil

Caiado questiona papel de Flávio Bolsonaro como pacificador do país

Em São Paulo, candidato do PSD criticou Flávio e Lula ao comentar a crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal.

Caiado afirma que o senador Flávio Bolsonaro não tem condição de ser “pacificador” do País

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (16) que o senador Flávio Bolsonaro (PL), também concorrente ao Palácio do Planalto, não teria condições de atuar como pacificador diante da situação institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).

Caiado disse que uma eventual atuação de pacificação exigiria autoridade moral e articulação entre os Poderes. Flávio é candidato pelo PL e mantém o mandato de senador pelo Rio de Janeiro.

As declarações ocorreram durante uma coletiva de imprensa após um almoço com empresários promovido pelo YPO, rede formada por executivos e CEOs. Gilberto Kassab, candidato a vice-presidente na chapa de Caiado, participou do encontro.

Críticas a Flávio e Lula

Questionado sobre o filme Dark Horse e as negociações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar a produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, Caiado afirmou acompanhar as investigações. Ele defendeu critérios mais rigorosos para quem pretende ocupar a Presidência da República.

Flávio confirmou em maio que havia procurado Vorcaro em busca de patrocínio privado para o filme. O senador afirmou que não recebeu vantagens nem ofereceu contrapartidas. Relatórios da Polícia Federal divulgados em setembro apresentaram mensagens e cobranças relacionadas ao dinheiro destinado à produção.

Caiado também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na avaliação dele, Lula deveria ter articulado antes uma solução entre os Poderes e se manifestado publicamente sobre as tensões envolvendo o Supremo. Para o candidato do PSD, o impasse afeta a credibilidade do Judiciário.

“Estamos vendo o Brasil simplesmente caminhar fora de rumo, batendo cabeça por todos os lados”, afirmou Caiado ao comentar a falta de uma articulação institucional do governo.

O candidato disse ainda que o cenário institucional e a economia foram os principais temas discutidos no encontro com empresários. Entre as preocupações mencionadas, estava a taxa básica de juros. O Comitê de Política Monetária (Copom) realiza nesta terça e quarta-feira (15 e 16) a reunião de setembro.

Na área econômica, Caiado voltou a defender a redução do ritmo de crescimento das despesas públicas para abrir espaço para juros menores. Ele propôs limitar a expansão dos gastos à metade do crescimento da economia registrado no ano anterior e realizar cortes nos Poderes após a aprovação de uma reforma administrativa.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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