Contagem, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Brasil

ANPD mantém suspensão de transmissões ao vivo do Discord no Brasil

Agência diz que a plataforma não comprovou, com documentos técnicos, que o bloqueio funciona em todos os acessos e não pode ser contornado.

ANPD mantém suspensão de transmissões ao vivo do Discord no Brasil

A Superintendência de Fiscalização da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) negou o pedido do Discord para retomar as transmissões ao vivo no Brasil. A suspensão dos recursos de vídeo da plataforma foi mantida até a análise do recurso pelo Conselho Diretor da agência.

A decisão foi comunicada ao Discord nesta quinta-feira (24), mas ainda não é definitiva. Até o julgamento, continuam suspensas as funções de chamadas de vídeo e compartilhamento de tela.

A ANPD afirmou que a empresa não apresentou documentação suficiente para comprovar que o bloqueio foi aplicado integralmente na infraestrutura do serviço e que não pode ser contornado. O Discord declarou ter cumprido a determinação em 17 de agosto e apresentou mensagens aos usuários, capturas de tela, um comunicado público e informações sobre verificações internas.

Para a agência, esse material demonstra apenas o que aparece na tela. Não foram entregues registros técnicos, configurações, logs, testes ou documentos sobre a arquitetura do sistema. A ordem determinava que a interrupção alcançasse todas as formas de criar, transmitir, receber e assistir a vídeos, incluindo aplicativos para computadores, celulares, navegadores e consoles, além de versões antigas, extensões, clientes modificados e automações.

Argumentos da plataforma

O Discord recorreu da suspensão em 24 de agosto. A empresa questionou a competência do superintendente de Fiscalização para adotar sozinho uma medida de alcance nacional e afirmou que a interrupção equivaleria a uma punição que dependeria de ordem judicial.

A ANPD rejeitou os argumentos. Segundo a agência, a suspensão provisória e reversível de uma funcionalidade específica não se confunde com o bloqueio da plataforma ou a proibição de suas atividades. O órgão também afirmou que pode adotar medidas preventivas diante de risco iminente durante a apuração da legislação. A aplicação de multa diária dependeria de decisão do Conselho Diretor.

A agência declarou que não concluiu que o Discord descumpriu a ordem, mas avaliou que as provas não permitem assegurar o funcionamento do bloqueio em todos os acessos.

A ANPD também citou a ausência de um mecanismo confiável para identificar menores de 18 anos. De acordo com o órgão, isso impediria a aplicação segura de restrições de contato, configurações mais protetivas e supervisão parental. A agência determinou a suspensão em 12 de agosto, após a morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul, que, segundo as investigações, teria sido coagida por integrantes de comunidades virtuais durante uma transmissão.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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