Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Como escolher livros e criar uma rotina de leitura para crianças

A leitura noturna pode estimular linguagem, imaginação e empatia, além de criar momentos de presença entre crianças e familiares.

Como escolher livros e criar uma rotina de leitura para crianças

A escolha do livro e a participação da criança podem ajudar a transformar a leitura noturna em uma experiência positiva. Para Adalmir Vieira, coordenador do curso de Pedagogia da Faculdade Anhanguera, não existe uma obra perfeita: o mais importante é associar os livros a momentos agradáveis.

O contato com histórias antes de dormir também pode contribuir para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. Ao acompanhar diferentes personagens e situações, a criança conhece novas palavras, exercita a compreensão verbal e amplia as formas de expressão. A atividade ainda estimula a imaginação, a memória e a concentração.

“As histórias permitem que a criança explore emoções, desenvolva a capacidade de se colocar no lugar do outro e amplie sua visão sobre o mundo de maneira segura e acolhedora”, destaca Adalmir Vieira.

Livros adequados para cada fase

Para bebês, a recomendação é priorizar obras com imagens grandes, cores vibrantes e texturas, que despertam a curiosidade e estimulam os sentidos. Na educação infantil, histórias curtas, com repetições e elementos lúdicos, podem favorecer a atenção e a participação.

Crianças maiores tendem a se interessar por narrativas mais elaboradas, aventuras e personagens marcantes. Considerar os interesses e a idade ajuda a manter o envolvimento e pode incentivar a formação do hábito leitor.

Um momento de presença

O período antes do sono costuma ser mais tranquilo e pode ajudar a desacelerar depois das atividades do dia. Nesse contexto, a leitura funciona como um ritual associado ao descanso. O compartilhamento das histórias também abre espaço para perguntas, conversas e trocas afetivas entre pais e filhos.

Segundo Vieira, a leitura noturna vai além do entretenimento e pode estabelecer uma relação positiva com os livros e com o aprendizado. “O mais importante não é escolher o livro perfeito, mas criar experiências positivas em torno da leitura”, afirma.

Para incluir a atividade na rotina, o coordenador recomenda começar com poucos minutos por dia, respeitar o interesse e a faixa etária da criança, deixar os livros acessíveis e permitir que ela participe da escolha. A constância é mais importante do que a quantidade de páginas ou o tempo dedicado.

A participação dos adultos também influencia esse processo. Quando pais e responsáveis leem, a criança tende a perceber a atividade como natural e prazerosa. Assim, o momento pode contribuir tanto para o desenvolvimento infantil quanto para a construção de lembranças positivas e vínculos familiares.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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