A exposição contínua a padrões de beleza nas redes sociais pode aumentar a insatisfação com a própria aparência e afetar a saúde mental. Filtros, procedimentos estéticos, influenciadores e comparações fazem com que características naturais sejam vistas como algo que precisa ser corrigido.
Melissa Fecury, psicóloga e coordenadora do curso de psicologia da Wyden, explica que a aprovação recebida por seguir determinado padrão pode reforçar esse comportamento. Elogios, atenção e curtidas podem levar a pessoa a associar a aparência à aceitação e ao próprio bem-estar.
Quando a comparação vira um problema
De acordo com Melissa, imagens publicadas nas redes sociais muitas vezes passam por edições ou filtros. A comparação entre a aparência real e essas representações pode aumentar a insatisfação e estimular a busca por mudanças na própria imagem.
A preocupação com a aparência, isoladamente, não indica um problema psicológico. O alerta aparece quando ela começa a prejudicar a rotina ou a convivência social. Entre os sinais estão permanecer muito tempo diante do espelho, tirar fotos repetidamente, esconder características físicas, buscar aprovação de forma constante e evitar situações sociais por causa da aparência.
A insatisfação corporal também pode estar relacionada, em alguns casos, ao transtorno dismórfico corporal. Melissa ressalta que não se deve confundir o descontentamento com a aparência com o diagnóstico desse transtorno. A condição envolve preocupação intensa com características físicas e pode estar associada à checagem no espelho, à comparação, à camuflagem e à necessidade constante de aprovação.







