Médicos pesquisadores do Espírito Santo recrutam 264 homens para uma pesquisa clínica que avaliará a combinação de dois medicamentos no tratamento da disfunção erétil e da ejaculação precoce. O estudo é conduzido pelo centro de pesquisa clínica Cenders e oferece acompanhamento médico, exames e tratamento sem custo.
Podem participar homens heterossexuais com 18 anos ou mais, em relacionamento estável com uma parceira, que tenham pelo menos uma relação sexual ou tentativa por semana e apresentem as duas condições. A elegibilidade será analisada por meio de critérios e questionários.
Como funciona o estudo
Os participantes serão acompanhados durante cerca de oito semanas e receberão a medicação antes da relação sexual. A pesquisa é duplo-cega: no início, nem o voluntário nem a equipe sabem quem recebe a combinação de medicamentos ou o tratamento de controle.
A associação testada reúne um medicamento voltado para a disfunção erétil e outro para a ejaculação precoce. A pesquisa pretende verificar se o uso conjunto oferece uma resposta melhor do que o tratamento isolado. O acompanhamento inclui duas a três consultas presenciais e suporte complementar por telemedicina.
Medicamentos e exames, incluindo testes de sangue, de testosterona e avaliação cardíaca, são oferecidos gratuitamente. O contato para informações é o telefone (27) 99311-5921 e o site www.cenders.com.br.
Segundo o urologista e pesquisador Pedro Daher, as duas condições são diferentes, mas podem estar relacionadas. A insegurança causada pela dificuldade de manter a ereção pode contribuir para uma ejaculação mais rápida, situação que pode ser classificada como ejaculação precoce secundária.
Relação com a saúde cardiovascular
A disfunção erétil também pode estar associada à saúde dos vasos sanguíneos. De acordo com Daher, os sinais podem surgir aproximadamente cinco anos antes de um evento cardiovascular. Por isso, homens que começam a apresentar dificuldade de ereção devem passar por uma avaliação geral da saúde.
Uma revisão publicada no Journal of Sexual Medicine, com 25 estudos e mais de 154 mil participantes, identificou risco 43% maior de doença cardiovascular entre homens com disfunção erétil. O levantamento também apontou aumento do risco de doença coronariana, AVC e mortalidade por todas as causas.
A Sociedade Brasileira de Urologia informa que cerca de 30% dos homens apresentam ejaculação precoce. Entre homens com mais de 40 anos, 50% têm algum grau de disfunção erétil no Brasil. A dificuldade frequente de obter ou manter uma ereção deve ser avaliada por um médico urologista.








