Para pessoas com mais de 65 anos que sentem dores nos joelhos, quadris ou tornozelos, a hidroginástica pode ser uma forma de continuar se exercitando com menos impacto. A água sustenta parte do peso corporal e oferece resistência aos movimentos, permitindo trabalhar força, equilíbrio e condicionamento dentro da piscina.
Como a água facilita os movimentos
A sustentação da água reduz a carga sobre as articulações durante cada passo. Por isso, movimentos que podem ser desconfortáveis em terra, como caminhar, elevar os joelhos, abrir e fechar as pernas e movimentar os braços, tendem a ser mais toleráveis na piscina. Também é possível praticar exercícios de equilíbrio com apoio próximo.
A resistência da água atua em várias direções. Braços, pernas, tronco, glúteos, abdômen e costas trabalham mesmo sem halteres ou máquinas. A intensidade pode ser ajustada com a velocidade e a amplitude dos movimentos, além do uso de acessórios próprios para exercícios aquáticos.
Atividade não substitui necessariamente a musculação
A hidroginástica pode ser uma alternativa para quem não tolera bem exercícios tradicionais ou um complemento a outras práticas. Musculação e exercícios de resistência continuam importantes para preservar força, massa muscular e capacidade funcional depois dos 65 anos.
As recomendações também incluem atividade aeróbica regular, exercícios de equilíbrio e progressão adaptada à capacidade individual. Para pessoas com artrite ou artrose, o CDC destaca que atividades na água podem melhorar o uso das articulações e reduzir a dor sem necessariamente piorar os sintomas.
Como começar
Quem está iniciando pode fazer sessões de 20 a 30 minutos, duas ou três vezes por semana, aumentando aos poucos conforme a resposta do corpo. A intensidade adequada deve elevar a respiração e exigir esforço, mas permitir movimentos controlados e sem piora importante da dor depois da aula.
Uma piscina rasa, com apoio próximo e orientação adequada, facilita o início. Caminhada dentro da água, elevações suaves dos joelhos e movimentos controlados dos braços são opções para começar. Saltos e movimentos bruscos não são necessários, e pausas podem ser feitas quando surgir fadiga excessiva.
A água também exige ajustes constantes do tronco e das pernas para manter a estabilidade. Esse trabalho pode contribuir para o controle corporal e para a autonomia em tarefas como levantar de uma cadeira, mudar de direção e caminhar em superfícies irregulares.
Dor intensa, inchaço importante, articulação quente, perda súbita de força ou piora rápida devem ser avaliados antes de uma nova rotina. O mesmo vale para quem passou por cirurgia recente, apresenta doença cardíaca descompensada, tonturas frequentes ou falta de ar incomum. Nesses casos, a escolha e a intensidade do exercício precisam ser individualizadas.







