Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Depois dos 50, rotina de exercícios deve combinar força e equilíbrio

Orientações destacam avaliação física, atividades de baixo impacto e regularidade para preservar mobilidade e autonomia.

Depois dos 50, rotina de exercícios deve combinar força e equilíbrio

A regularidade pode ser mais importante do que a intensidade excessiva nos exercícios depois dos 50 anos. Para preservar força, mobilidade, equilíbrio e autonomia, a recomendação é combinar fortalecimento muscular, atividades aeróbicas e práticas voltadas à estabilidade corporal.

O Brasil tem mais de 62 milhões de pessoas com 50 anos ou mais, o equivalente a 29% da população, conforme dados divulgados em julho de 2026 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o passar dos anos, o organismo apresenta novas necessidades e limitações, o que exige atenção às condições de cada pessoa.

Antes de começar ou aumentar a carga dos treinos, o profissional de educação física Breno Daniel, da Academia Corpo e Saúde, recomenda conhecer as próprias condições físicas e buscar avaliação médica quando necessário. A avaliação pode identificar limitações de mobilidade, força e condicionamento, permitindo adaptar o programa de exercícios.

Força, baixo impacto e equilíbrio

A perda natural de massa e força muscular pode afetar a mobilidade e a autonomia. Por isso, atividades de fortalecimento ajudam a preservar a capacidade funcional e a facilitar tarefas do cotidiano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda exercícios para os músculos em pelo menos dois dias da semana.

Para quem tem desconforto ou limitações nas articulações, exercícios de baixo impacto são alternativas. A hidroginástica, por exemplo, pode trabalhar resistência muscular, condicionamento cardiovascular, mobilidade e coordenação com menor impacto nas articulações.

Também é importante incluir movimentos que desenvolvam estabilidade, coordenação, mudanças de direção e controle corporal. Segundo Breno Daniel, o equilíbrio deve ser treinado de forma progressiva e com orientação, contribuindo para mais segurança e confiança nos movimentos do dia a dia.

Como manter o treino

Não é necessário treinar todos os dias nem fazer atividades extremamente intensas. A orientação é construir uma rotina compatível com o condicionamento individual, respeitar os períodos de recuperação e aumentar o esforço gradualmente. Para o professor, manter uma frequência consistente é mais útil do que realizar treinos intensos apenas ocasionalmente.

Aulas coletivas, como hidroginástica e funcional, também podem ajudar quem tem dificuldade para manter a rotina. Além da orientação durante a atividade, esses formatos favorecem a convivência e a interação social. Encontrar uma prática de que a pessoa goste e um ambiente em que se sinta bem pode aumentar a adesão ao exercício ao longo dos anos.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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