Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Cerrado ajuda a manter nascentes e rios durante a seca no Distrito Federal

Raízes profundas favorecem a infiltração da chuva e ajudam a preservar reservas subterrâneas de água.

Cerrado ajuda a manter nascentes e rios durante a seca no Distrito Federal
Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles (@vinicius.foto)

Celebrado nesta sexta-feira (11/9), o Dia Nacional do Cerrado destaca a importância do bioma para o abastecimento de água no Brasil. Conhecido como “berço das águas”, o Cerrado abriga nascentes que contribuem para grandes bacias hidrográficas, entre elas as dos rios São Francisco, Tocantins-Araguaia, Paraná e Paraguai.

O bioma ocupa cerca de 23% do território nacional, incluindo o Distrito Federal, e abriga mais de 320 mil espécies de animais. Ao mesmo tempo, a vegetação nativa sofre com o avanço do desmatamento, processo que contribui para o agravamento dos períodos de seca na região.

A bióloga Aline Costa Botelho explica que o termo “floresta invertida” se refere às raízes profundas de muitas plantas do Cerrado, que podem alcançar vários metros abaixo da superfície. Essas estruturas ajudam a água da chuva a penetrar no solo, enquanto a vegetação reduz a exposição da terra e contribui para a manutenção da matéria orgânica.

Durante a estiagem, a água armazenada no subsolo ajuda a manter o fluxo das nascentes e dos rios que abastecem a população do Distrito Federal. Parte da água infiltrada também pode chegar aos aquíferos, que são reservas subterrâneas.

Efeitos da retirada da vegetação

Quando a vegetação nativa é removida, o solo pode perder capacidade de absorver a chuva. Com menos proteção, a água tende a escorrer pela superfície, aumentando os riscos de erosão e assoreamento dos rios. A menor infiltração também pode reduzir a quantidade de água que alcança as reservas subterrâneas e afetar, a longo prazo, a disponibilidade hídrica de nascentes e rios.

Para Aline, a preservação das áreas intactas deve ser prioridade, junto da recuperação dos trechos degradados. Entre as medidas citadas estão o uso de espécies nativas, a proteção de nascentes, a recuperação das margens dos rios, o controle da erosão e a adoção de práticas que favoreçam a absorção da água pelo solo.

“Existe uma enorme ‘floresta’ de raízes abaixo dela, trabalhando silenciosamente para garantir a água que teremos amanhã”, conclui Aline Costa Botelho.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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