Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

Mau hálito persistente pode ter causas além da higiene bucal

Sangramento gengival, boca seca, resíduos na língua e cáseos estão entre os fatores que podem alterar o hálito.

Mau hálito persistente pode ter causas além da higiene bucal

O mau hálito nem sempre está ligado apenas à falta de escovação. Quando o odor persiste mesmo após a higiene bucal, é importante investigar a origem, que pode estar na língua, na gengiva, nos dentes ou na diminuição da saliva. O problema também pode afetar a autoestima e a convivência social.

O cirurgião-dentista Fernando Ferraz afirma que o odor não deve ser apenas disfarçado com balas, sprays ou enxaguantes. “Quando ele é frequente, precisamos entender de onde está vindo”, explica.

Possíveis causas

O sangramento recorrente durante a escovação ou o uso do fio dental pode indicar gengivite ou doença periodontal. O sangue e as bactérias associadas à inflamação podem contribuir para a formação de compostos com odor desagradável. Interromper o fio dental por causa do sangramento pode piorar a inflamação quando há acúmulo de placa bacteriana. Se o problema continuar, é necessário procurar um dentista.

Outra possibilidade é a saburra lingual, uma camada esbranquiçada ou amarelada que se acumula principalmente na parte posterior da língua. Ela reúne células desprendidas da mucosa, microrganismos, componentes da saliva e restos de alimentos. A limpeza pode ser feita com um limpador de língua, de forma delicada e sem tentar raspar a região com força.

A boca seca também favorece a permanência de resíduos e microrganismos. A redução da saliva pode estar relacionada à baixa ingestão de líquidos, à respiração pela boca, a alterações na produção salivar e a diferentes condições de saúde. Alguns antidepressivos, antialérgicos, anti-hipertensivos e outros medicamentos também podem reduzir o fluxo de saliva. A orientação é não interromper uma medicação prescrita sem avaliação profissional.

Cáseos amigdalianos, conhecidos como bolinhas brancas ou amareladas nas amígdalas, são formados pelo acúmulo de resíduos, células e microrganismos. Quando aparecem com frequência ou vêm acompanhados de outros sintomas, pode ser necessária uma avaliação com otorrinolaringologista.

Cáries, próteses mal higienizadas e restaurações com problemas podem criar áreas que retêm alimentos e placa bacteriana. Alho, cebola, bebidas alcoólicas, tabagismo e longos períodos sem comer também podem alterar o hálito, em alguns casos de forma temporária.

Uso de enxaguantes

A sensação de frescor causada pelo enxaguante não significa que a causa do mau hálito foi eliminada. Produtos com ação terapêutica ou antisséptica devem ser usados quando houver indicação profissional e pelo período recomendado pelo dentista. O uso sem orientação ou por tempo inadequado pode interferir no equilíbrio dos microrganismos da boca.

“Mascarar o cheiro não significa tratar o problema”, alerta Fernando Ferraz. Balas, sprays e outros produtos podem apenas esconder o odor por um período curto.

Quando procurar atendimento

Alterações no hálito ao acordar ou após o consumo de determinados alimentos podem ser passageiras. Já o odor que permanece ao longo do dia ou aparece com frequência, apesar da higiene bucal, deve ser investigado. A própria pessoa nem sempre percebe o problema, porque o olfato pode se adaptar ao cheiro.

Quando alguém próximo alerta sobre um mau hálito recorrente ou quando a própria pessoa nota que a situação persiste, a recomendação é procurar um dentista. O profissional pode avaliar a boca, identificar a origem e indicar o tratamento. Se as causas bucais forem descartadas, pode orientar a investigação com outros profissionais de saúde.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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