A substância ALN-6457 foi liberada para o tratamento experimental de Lito Sousa após chegar ao Brasil na madrugada deste sábado (12). O medicamento foi enviado dos Estados Unidos ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e seguiu para o Einstein Hospital Israelita, onde o influenciador recebe acompanhamento médico.
A autorização foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio do uso compassivo, mecanismo destinado a situações excepcionais em que não há alternativas terapêuticas satisfatórias para doenças graves. O pedido foi apresentado pelo próprio Einstein Hospital Israelita.
Lito tem doença de Creutzfeldt-Jakob, condição rara e grave associada a príons. A substância foi levada ao hospital após passar pelo despacho aduaneiro em Guarulhos. O transporte final foi feito de helicóptero.
Liberação da carga
A Receita Federal informou que coordenou os procedimentos com a Anvisa. Conforme o órgão, o planejamento antecipado permitiu organizar a liberação da carga antes da chegada ao país e evitar atrasos no transporte.
A rapidez foi considerada necessária porque as características do ALN-6457 reduzem seu potencial terapêutico com o passar do tempo.
Produzido pela Regeneron Pharmaceuticals, o medicamento não tem registro comercial nem representante legal no Brasil. A substância também está em fase pré-clínica: ainda não foram iniciados estudos formais em seres humanos para avaliar seu uso especificamente contra a doença de Creutzfeldt-Jakob. Com isso, Lito será a primeira pessoa a receber o medicamento nesse contexto.
Busca da família
Antes de solicitar o uso compassivo, a família tentou obter uma vaga em um estudo experimental. Mila Seidl, esposa de Lito, afirmou que ele não foi excluído por critérios médicos, mas porque o processo de inclusão já havia sido encerrado.
Depois disso, familiares e médicos procuraram outra alternativa. A equipe entrou em contato com a farmacêutica responsável pelo ALN-6457 e reuniu exames, dados clínicos e documentação científica para formalizar o pedido. Mila disse que a solicitação foi elaborada com apoio dos médicos e com informações fornecidas pela própria empresa.
A esposa também negou que autoridades ou empresários tenham interferido para viabilizar o tratamento. Segundo ela, o acesso foi buscado diretamente por Lito e por ela, com a participação da equipe médica.
Como o medicamento ainda não passou por estudos clínicos em humanos especificamente para essa doença, não é possível afirmar qual será sua eficácia ou quais resultados produzirá no caso do influenciador.







