Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Saúde

ALN-6457 é liberado para uso compassivo em paciente com doença de Creutzfeldt-Jakob

Substância chegou dos Estados Unidos e foi levada de helicóptero ao Einstein, onde Lito Sousa é acompanhado; medicamento ainda não foi testado em humanos.

ALN-6457 é liberado para uso compassivo em paciente com doença de Creutzfeldt-Jakob
Foto: reprodução/instagram

A substância ALN-6457 foi liberada para o tratamento experimental de Lito Sousa após chegar ao Brasil na madrugada deste sábado (12). O medicamento foi enviado dos Estados Unidos ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e seguiu para o Einstein Hospital Israelita, onde o influenciador recebe acompanhamento médico.

A autorização foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio do uso compassivo, mecanismo destinado a situações excepcionais em que não há alternativas terapêuticas satisfatórias para doenças graves. O pedido foi apresentado pelo próprio Einstein Hospital Israelita.

Lito tem doença de Creutzfeldt-Jakob, condição rara e grave associada a príons. A substância foi levada ao hospital após passar pelo despacho aduaneiro em Guarulhos. O transporte final foi feito de helicóptero.

Liberação da carga

A Receita Federal informou que coordenou os procedimentos com a Anvisa. Conforme o órgão, o planejamento antecipado permitiu organizar a liberação da carga antes da chegada ao país e evitar atrasos no transporte.

A rapidez foi considerada necessária porque as características do ALN-6457 reduzem seu potencial terapêutico com o passar do tempo.

Produzido pela Regeneron Pharmaceuticals, o medicamento não tem registro comercial nem representante legal no Brasil. A substância também está em fase pré-clínica: ainda não foram iniciados estudos formais em seres humanos para avaliar seu uso especificamente contra a doença de Creutzfeldt-Jakob. Com isso, Lito será a primeira pessoa a receber o medicamento nesse contexto.

Busca da família

Antes de solicitar o uso compassivo, a família tentou obter uma vaga em um estudo experimental. Mila Seidl, esposa de Lito, afirmou que ele não foi excluído por critérios médicos, mas porque o processo de inclusão já havia sido encerrado.

Depois disso, familiares e médicos procuraram outra alternativa. A equipe entrou em contato com a farmacêutica responsável pelo ALN-6457 e reuniu exames, dados clínicos e documentação científica para formalizar o pedido. Mila disse que a solicitação foi elaborada com apoio dos médicos e com informações fornecidas pela própria empresa.

A esposa também negou que autoridades ou empresários tenham interferido para viabilizar o tratamento. Segundo ela, o acesso foi buscado diretamente por Lito e por ela, com a participação da equipe médica.

Como o medicamento ainda não passou por estudos clínicos em humanos especificamente para essa doença, não é possível afirmar qual será sua eficácia ou quais resultados produzirá no caso do influenciador.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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