A Vale informou nesta terça-feira (8) que não tem estudos em andamento nem decisão tomada sobre uma possível oferta pública inicial de ações da Vale Base Metals (VBM), sua subsidiária de metais básicos.
A manifestação foi enviada à B3 e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após a Bolsa solicitar esclarecimentos sobre informações de que os planos de abertura de capital da unidade teriam sido arquivados. A mineradora declarou que “não há estudos em andamento ou decisões tomadas pela administração” sobre possíveis ofertas públicas ou mudanças na estrutura de capital da VBM.
A empresa também afirmou que conduz iniciativas operacionais e estratégicas para fortalecer a competitividade e gerar valor para a subsidiária. Informações publicadas pelo jornal canadense The Globe and Mail haviam indicado que a Vale teria desistido do IPO devido à pressão política relacionada à possibilidade de o Brasil perder o controle sobre ativos estratégicos de mineração.
Participação e operações
Em junho, o CEO da Vale Base Metals, Shaun Usmar, disse em entrevista à Bloomberg que preparava uma oferta pública inicial até 2027, ou antes disso.
A Vale possui 90% da VBM, enquanto a Manara Minerals detém os 10% restantes. A subsidiária atua na mineração de níquel e cobre, usados em baterias e na eletrificação, além de serem considerados estratégicos para a transição energética global e para uma economia de baixo carbono.
No Brasil, as operações da VBM estão concentradas no Pará. Em Marabá, o complexo de Salobo é descrito pela empresa como a maior reserva mineral de cobre do país, com reservas estimadas em 1,15 bilhão de toneladas métricas de minério de cobre.







