Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Subsidência eleva indenizações e ameaça imóveis em Londres

Calor e seca alteram o solo argiloso da capital inglesa, enquanto seguradoras registram aumento nos custos ligados ao problema.

Subsidência eleva indenizações e ameaça imóveis em Londres

As indenizações por subsidência no Reino Unido atingiram mais de US$ 97 milhões no segundo trimestre de 2026. O valor das reivindicações chegou a um recorde de US$ 27 mil, mais de US$ 2.700 acima do registrado no mesmo período do ano anterior, segundo a Associação das Seguradoras Britânicas (ABI).

No ano passado, o setor de seguros desembolsou US$ 415 milhões por ocorrências relacionadas ao problema. O montante representou alta de 10% em relação a 2024. Para Bob Gibson, especialista em subsidência e diretor da Building & Structural Consultants, verões quentes e secos provocam uma explosão nos pedidos de indenização.

A subsidência ocorre quando o terreno se desloca e encolhe, afetando as fundações das construções. Em Londres e em outras cidades do sudeste da Inglaterra, o solo é argiloso. Quando há umidade, ele absorve água e se expande; durante a seca, diminui de maneira desigual sob os imóveis. Esse processo é conhecido como encolhimento-expansão.

Áreas e imóveis mais expostos

As mudanças de umidade podem provocar rachaduras nas paredes, portas emperradas, janelas deformadas e danos estruturais. Árvores e plantas também contribuem para o ressecamento: no calor, as raízes buscam água e retiram umidade do terreno.

Imóveis antigos estão entre os mais vulneráveis. Mais da metade das casas de Londres foi construída antes de 1945. Em muitas áreas da cidade, 100% dos imóveis podem apresentar risco possível ou provável de subsidência até 2030. A estimativa inclui Kensington, City of London e Westminster, com base em dados da seguradora britânica Aviva.

Londres também registra algumas das maiores temperaturas do Reino Unido e possui minerais expansivos no solo, sensíveis às mudanças de umidade. Segundo o BGS, mais de 26% dos imóveis da capital podem ser afetados até 2070 caso o aquecimento global continue em ritmo semelhante ao atual.

Gibson afirmou que o problema, antes concentrado no sudeste da Inglaterra, passou a alcançar outras áreas do país. “Mas, com as mudanças climáticas, ele agora afeta muitas outras partes do Reino Unido”.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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