Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Stablecoins e tokenização levam criptoativos para o uso cotidiano

Tecnologias digitais passam a ser usadas em pagamentos, investimentos e contratos, com novas regras para empresas do setor no Brasil.

Stablecoins e tokenização levam criptoativos para o uso cotidiano

O uso de criptoativos começa a avançar para além da compra e venda de moedas digitais. Stablecoins e tokenização podem ser aplicadas em pagamentos, investimentos e contratos, com operações mais integradas e registros digitais.

Criptomoedas existem apenas no ambiente digital e podem ser compradas, vendidas ou transferidas pela internet. O Bitcoin é o exemplo mais conhecido. Embora tenha ganhado destaque como investimento, a tecnologia também passou a ser usada para guardar valor, enviar recursos e acessar o dólar digitalmente.

As stablecoins são moedas digitais que acompanham o valor do dólar. Segundo o presidente do Banco Central, cerca de 90% da movimentação de criptoativos no Brasil estava ligada a elas em 2025.

A tokenização é outra aplicação. O processo transforma o direito sobre um bem ou investimento em um registro digital. A tecnologia já é usada em títulos, fundos, imóveis e operações de crédito.

Pagamentos e contratos

Em uma compra, a tokenização pode permitir que o pagamento e a transferência do bem ocorram ao mesmo tempo. Se uma das etapas não for concluída, a outra também não avança. A proposta reduz a necessidade de papelada e pode diminuir a demora, os erros e o retrabalho.

Desde fevereiro de 2026, empresas que prestam serviços com ativos virtuais no Brasil precisam seguir regras do Banco Central sobre segurança, proteção do cliente e responsabilidade.

A experiência do Rio de Janeiro ilustra a mudança de foco no uso dessa tecnologia. Em janeiro de 2022, o município anunciou a intenção de investir 1% do Tesouro municipal em criptomoedas. Também estudava criar uma moeda digital carioca e aceitar esses ativos no pagamento do IPTU.

O pagamento do imposto chegou a ser autorizado, mas a conversão seria feita por uma empresa, que entregaria reais à prefeitura. O investimento do Tesouro e a moeda própria não se consolidaram.

A tecnologia, porém, continua presente em aplicações financeiras e operacionais. Em vez de se limitar à valorização de moedas, passou a integrar recursos digitais a pagamentos, investimentos e contratos.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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