Contagem, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Finanças da casa

Procura pelo Círio eleva produção de patos e mantém preço de até R$ 200 por ave

Em Vigia, produtor triplica a criação para atender ao aumento das vendas; pato congelado custa até R$ 57,99 por quilo.

Procura pelo Círio eleva produção de patos e mantém preço de até R$ 200 por ave

A preparação para o Círio de Nazaré faz produtores de pato ampliarem a criação para atender ao aumento da procura pela ave, ingrediente tradicional da culinária paraense. Em Vigia, no nordeste do Pará, o produtor Jacyro Macchi Júnior chega a triplicar o volume produzido para o principal período de comercialização do ano.

A criação exige planejamento antecipado porque o pato leva cerca de 90 dias para alcançar o peso considerado adequado para o abate. De acordo com Jacyro, a movimentação começa no período do Dia dos Pais, cresce durante setembro e atinge o maior volume entre o fim do mês e o início de outubro. Depois do Círio, as vendas diminuem gradualmente, mas ainda há procura para as festas de fim de ano.

“Para o Círio basicamente a gente triplica a produção e depois a gente vai murchando de novo até ficar com o estoque mínimo”, disse o produtor.

Preços e formas de venda

Jacyro afirma que os preços praticados permanecem iguais aos do ano passado, mesmo com a alta dos custos dos insumos usados na alimentação das aves. A granja vende pato inteiro congelado, peito, coxa e carne desfiada. Entre os compradores estão restaurantes, bufês, feirantes, revendedores e consumidores individuais.

Levantamento do Dieese/PA feito em 4 de setembro encontrou pato vivo apenas nas feiras do Ver-o-Peso e da 25 de Setembro. As aves pesavam entre 2,5 quilos e 3 quilos e eram vendidas por até R$ 200 a unidade. Conforme o peso, o valor equivalia a aproximadamente R$ 66 a R$ 80 por quilo.

Nos supermercados, o pato congelado foi localizado principalmente da marca Germânia, com preços entre R$ 39,95 e R$ 57,99 por quilo. A diferença entre os valores era de R$ 18,04 por quilo, correspondente a uma variação de 45,16%.

Recuperação da produção

A granja funciona desde 1992 e ainda se recupera das dificuldades enfrentadas durante a pandemia de Covid-19. Segundo Jacyro, o empreendimento foi reduzido a cerca de 15% do tamanho anterior e a retomada ocorre de forma gradual.

“Na realidade a gente reduziu o empreendimento a 15% do que a gente tinha. Agora a gente tá desenvolvendo de novo, mas vai bem lento”, contou.

A venda de patinhos de um dia para outros estados também foi afetada pela mudança nas malhas aéreas durante o período, que interrompeu o transporte de animais vivos. Atualmente, o foco está nos animais destinados ao consumo. Para o Círio, o produtor afirma ter estoque regular preparado para a entrega e aves prontas para o abate.

Manejo e cuidados sanitários

O médico-veterinário Odilon José Claudino Soares, professor e diretor-geral do Centro Universitário Anhanguera de Marabá, afirma que o aumento das vendas não deve reduzir o tempo necessário para a criação. A recomendação é antecipar o planejamento dos lotes para que as aves estejam no ponto adequado no período de maior procura.

Entre os cuidados citados estão a oferta de água limpa, a manutenção da cama seca, o controle de acesso às instalações e a prevenção do contato com aves silvestres ou outros animais. Também fazem parte do manejo o acompanhamento do calendário sanitário, o isolamento de aves doentes e o registro de dados sobre vacinação, tratamentos, origem dos animais e lotes.

O transporte até o abate exige caixas apropriadas, ventilação e atenção para evitar aglomeração e temperaturas elevadas. O manejo também deve reduzir situações de estresse, como superlotação, calor excessivo, barulho e transporte inadequado.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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