Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

PF aponta estrutura digital para melhorar imagem do Banco Master

Documentos tornados públicos pelo STF indicam que Daniel Vorcaro orientava comentários positivos e avaliações favoráveis sobre seus negócios.

PF aponta estrutura digital para melhorar imagem do Banco Master

Documentos da Polícia Federal tornados públicos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que Daniel Bueno Vorcaro mantinha uma estrutura organizada para produzir avaliações positivas e reduzir críticas às empresas sob seu controle. A investigação também aponta que ele pediu a Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, comentários favoráveis sobre a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).

Segundo os investigadores, Mourão encaminhou notícias sobre a operação, e Vorcaro determinou a publicação imediata de vários comentários para criar a impressão de que a transação havia sido bem-sucedida. Prints de conversas no WhatsApp mostram orientações para que as mensagens não fossem excessivamente elogiosas e parecessem naturais.

A PF afirma ter encontrado indícios de que integrantes da equipe recebiam instruções para aumentar notas em aplicativos, inserir avaliações favoráveis e gerar interações positivas. O objetivo, conforme os documentos, era reforçar a percepção de qualidade dos serviços prestados pelas empresas ligadas ao empresário.

Mensagens e atuação nas redes

As peças também mencionam a atuação do publicitário Thiago Miranda, ex-sócio do portal Leo Dias, na encomenda de um dossiê sobre um diretor do Banco Central. O material seria usado por Vorcaro durante o processo de fiscalização que resultaria na liquidação do Banco Master. Mensagens atribuídas a Luiz Phillipi Mourão também citam pagamento para “DCM e dois editores”. O site negou ter recebido os documentos.

De acordo com a investigação, Vorcaro teria continuado a atuar no ambiente digital mesmo depois de ser preso. Ele poderia derrubar contas desfavoráveis ao grupo e faria isso com aparente facilidade, segundo os investigadores.

Em janeiro de 2026, uma movimentação nas redes sociais envolveu instituições e pessoas relacionadas à operação do Banco Master. A ação ocorreu durante 36 horas, com picos em algumas contas conhecidas por impulsionar novas celebridades, principalmente do meio artístico, mas não alcançou geradores de conteúdo mais tradicionais.

Ainda conforme a PF, o uso das redes para influenciar o debate em favor dos interesses de Vorcaro fazia parte de seu modo de atuação. A corporação concluiu que o empresário utilizava esse recurso para influenciar a opinião pública e reforçar uma imagem positiva dele e do banco.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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