Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Pampa Energía amplia negócios com cimento, fertilizantes e gás argentino

Marcelo Mindlin lidera a expansão da empresa, que assumiu a InterCement e anunciou projeto de US$ 2,7 bilhões em uréia.

Pampa Energía amplia negócios com cimento, fertilizantes e gás argentino

Marcelo Mindlin, fundador da Pampa Energía, lidera uma nova etapa de expansão empresarial com negócios em energia, cimento e fertilizantes. O grupo de investidores comandado por ele assumiu o controle da InterCement, uma das maiores cimenteiras do Brasil e dona da Loma Negra, líder do mercado argentino.

A Pampa também anunciou um projeto de US$ 2,7 bilhões para produzir uréia. A empresa atua na geração e transmissão de eletricidade e na exploração, produção e transporte de petróleo e gás natural. Na Bolsa, a companhia vale US$ 4,6 bilhões.

Estratégia de aquisições

Mindlin fundou a Pampa Energía depois de deixar o grupo imobiliário IRSA, em 2005. Naquele período, comprou títulos de dívida da elétrica Edenor com deságios e assumiu o controle do ativo, que pertencia à francesa EDF.

Em 2016, durante o governo de Mauricio Macri, a Pampa comprou os negócios da Petrobras na Argentina. A operação incluiu uma refinaria, postos de combustíveis, plantas petroquímicas, campos de petróleo e gás e ativos do setor elétrico.

A empresa afirma manter dívida baixa e uma posição relevante de caixa. A alavancagem do grupo era de 1,4x EBITDA no final do primeiro tri. Sobre sua forma de investir, Mindlin resumiu: “Somos muito agressivos para capturar uma oportunidade, quando a encontramos. Mas ao mesmo tempo muito conservadores com caixa, dívida.”

Vaca Muerta e fertilizantes

Entre os ativos comprados da Petrobras estavam áreas de petróleo e gás em Vaca Muerta, região que se tornou uma nova fronteira exploratória da Argentina. A Pampa, a estatal YPF e grupos como Vista Energy e GeoPark impulsionaram a produção local.

O empresário prevê que Vaca Muerta gere, em 2030, tantos dólares quanto o agronegócio argentino. No projeto de shale Rincón de Aranda e em sua infraestrutura, a Pampa prevê investir US$ 4,6 bilhões até 2041.

A companhia também pretende produzir uréia para atender a América Latina. Segundo Mindlin, Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai têm déficit conjunto de 11 milhões de toneladas do produto. O gás usado na produção teria custo na faixa de US$ 3 por milhão de BTU na Argentina, ante US$ 8 a US$ 9 por milhão de BTU no Brasil.

As exportações de GNL de Vaca Muerta devem começar a partir de 2027. A Pampa tem 20% do consórcio Southern Energy SA, ao lado de PanAmerican Energy, YPF e Harbour Energy.

Entrada no setor de cimento

A aquisição da InterCement foi planejada depois de dois anos de análise da Loma Negra. Mindlin fechou acordos com Itaú, Banco do Brasil e Bradesco para comprar a dívida da InterCement, que estava em recuperação judicial, com a intenção de transformar os créditos em ações.

A Loma Negra tem 45% de participação no mercado argentino, enquanto a InterCement detém 13% do mercado brasileiro. As fábricas da InterCement estão com 100% de ocupação, e a Loma Negra opera com 60% da capacidade.

A expectativa da empresa é que investimentos em infraestrutura e a recuperação dos mercados imobiliário e de crédito na Argentina aumentem a demanda por cimento. Mindlin também afirmou que a fábrica de uréia deve começar a operar daqui três anos, três anos e meio, e gerar tanto EBITDA quanto os setores de geração de energia elétrica e de exploração e produção de petróleo e gás da Pampa.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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