Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

MP-SP denuncia Beto Louco e Primo por lavagem ligada ao setor sucroalcooleiro

Empresários são acusados de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica na formação do Grupo Itajobi.

MP-SP denuncia Beto Louco e Primo por lavagem ligada ao setor sucroalcooleiro

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou os empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, por organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. As acusações estão relacionadas à formação do Grupo Itajobi, em Catanduva (SP), à compra de usinas sucroalcooleiras e à atuação em diferentes etapas do setor de combustíveis.

Os dois empresários estão foragidos e negam qualquer relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) no âmbito da Operação Carbono Oculto. Outros sete acusados também foram denunciados.

Esta é a segunda denúncia apresentada pelos promotores no caso e a primeira que inclui Primo. Beto Louco já havia sido denunciado anteriormente. De acordo com o MP-SP, os empresários teriam reorganizado seus negócios depois da Operação Cassiopeia, que levou ao fechamento do grupo Copape-Aster em 2023. A reestruturação teria ocorrido por meio do Grupo Itajobi e do Grupo GGXGlobal.

Acusações sobre patrimônio e provas

Os promotores afirmam que os recursos obtidos com as infrações chegaram a valores bilionários e que os investigados teriam usado mecanismos para ocultar patrimônio e dificultar a investigação. O MP-SP também sustenta que os dois tiveram acesso a informações sobre a deflagração da Operação Carbono Oculto e deixaram o país.

Entre os exemplos citados está a retirada de computadores e servidores de empresas, incluindo equipamentos do Edifício K1, na Rua Conselheiro Saraiva, em São Paulo, e da Usina Itajobi. Os promotores pediram a manutenção da indisponibilidade de imóveis sequestrados durante a operação.

Também foi solicitada a preservação de bloqueios relacionados à Altinvest Gestão e Administração de Recursos de Terceiros, ao Pompeia Fundo de Investimentos e Participações e à Monte Bravo Participações. Segundo a acusação, a RGP Property Ltda teria sido usada, em nome de Rogério Garcia Peres, para a compra de imóveis em Catanduva.

O MP-SP afirma ainda que o Fundo Pompeia e a Scotia Holdings e Participações Ltda teriam servido para ocultar patrimônio. A movimentação financeira, de acordo com os promotores, ocorria por meio de contas bolsões administradas pela fintech BK Bank Instituição de Pagamento. A acusação relaciona os recursos às fraudes atribuídas ao Grupo Aster Petróleo Ltda.

Defesas

A defesa de Beto Louco afirmou que provará durante o processo a improcedência da denúncia e a nulidade do caso que tramita na Justiça estadual.

A defesa de Primo contestou a acusação e disse que ela não esclarece qual seria o crime antecedente relacionado à lavagem de dinheiro. Em nota, afirmou: “É uma denúncia de 300 páginas, da qual nem sequer é possível apontar qual é o crime antecedente que seria objeto de lavagem.”

Os dois empresários tentaram negociar uma delação premiada com a Justiça, mas a proposta foi recusada pelos promotores em São Paulo.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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