Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Meta começa a cobrar mensagens do WhatsApp Business em 1º de outubro

Empresas terão mil mensagens de serviço gratuitas por mês por número; depois, cada conteúdo entregue custará cerca de R$ 0,035 no Brasil.

Meta começa a cobrar mensagens do WhatsApp Business em 1º de outubro

A Meta passará a cobrar, a partir de 1º de outubro, pelas mensagens de serviço enviadas por empresas na API oficial do WhatsApp Business. A tarifa será aplicada mesmo quando o atendimento ocorrer por meio de funcionários, chatbots ou soluções de inteligência artificial de terceiros.

A mudança vale para empresas que usam a plataforma em vendas e atendimento ao consumidor, especialmente aquelas com grande volume de conversas. O aplicativo convencional instalado no celular não será afetado.

No Brasil, o preço definido pela Meta será de US$ 0,0068 por mensagem, equivalente a cerca de R$ 0,035 conforme a cotação do dólar. Esse valor corresponde apenas à tarifa da plataforma. Caso a empresa use modelos de inteligência artificial de terceiros, o processamento da tecnologia poderá elevar o custo final.

Como funcionará a cobrança

Até 30 de setembro, as empresas podem responder gratuitamente aos clientes durante a janela de atendimento de 24 horas. A partir de 1º de outubro, cada resposta enviada nesse período será considerada na cobrança.

A Meta manterá uma franquia de mil mensagens de serviço gratuitas por mês para cada número de telefone comercial. A tarifa começará a ser aplicada a partir da 1.001ª mensagem. No Brasil, o custo estimado por conteúdo entregue será de aproximadamente R$ 0,035.

Em uma operação com 10 mil respostas, o gasto pode chegar a cerca de US$ 268 em atendimentos de baixa complexidade e a até US$ 968 em interações mais complexas. Com o Meta Business Agent, a estimativa para conversas de alta complexidade fica entre US$ 400 e US$ 500.

Para Maurício Trezub, CEO da OmniChat, a alteração torna necessário diminuir a quantidade de interações para resolver uma solicitação ou concluir uma venda. “Então, a discussão deixa de ser apenas quanto custa uma mensagem e passa a ser: quantas mensagens eu preciso trocar para realmente resolver o problema daquele cliente?”

O Chat Commerce Report 2026, produzido pela OmniChat, indica que o WhatsApp representou 96% das conversas entre marcas e consumidores na base analisada.

Automação pode reduzir o volume de mensagens

Athos Vilarins, especialista em aquisição de clientes e fundador da Assessoria Alpha, afirma que o impacto tende a ser maior em negócios com muitas mensagens. Ele cita varejo, serviços financeiros, educação, saúde e mercado imobiliário, além de empresas que dependem de contato rápido para fechar vendas.

Segundo Vilarins, revisar os fluxos de atendimento pode evitar mensagens desnecessárias. Dúvidas frequentes, classificação de solicitações, identificação do perfil do cliente e encaminhamento de demandas podem ser automatizados, enquanto a equipe comercial se concentra nos casos mais complexos.

Trezub também destaca a importância de a inteligência artificial acessar dados necessários para o atendimento. Com informações sobre o consumidor, pedidos, produtos disponíveis e políticas da empresa, a ferramenta pode responder em menos interações. O histórico também pode ser resumido para os atendentes humanos, evitando que o cliente repita informações já fornecidas.

Vilarins afirma que o objetivo deve ser “conversar melhor”, e não ampliar a quantidade de mensagens. Conversas iniciadas por anúncios de clique para o WhatsApp têm uma janela gratuita ampliada, o que pode reduzir a exposição das empresas à nova tarifa.

A Meta foi procurada para explicar a motivação da mudança, mas não respondeu até o fechamento das informações.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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