Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Marcelo Portugal Gouvêa lança candidatura de oposição no São Paulo

Advogado e conselheiro vitalício, ele defende reestruturação financeira, transparência e mudanças na gestão do clube.

Marcelo Portugal Gouvêa lança candidatura de oposição no São Paulo

Marcelo Portugal Gouvêa pretende ser o candidato da oposição à presidência do São Paulo Futebol Clube na eleição de dezembro. Se vencer, poderá repetir o caminho do pai, homônimo e último presidente eleito pela oposição no clube.

A candidatura deve ser lançada oficialmente nas próximas semanas. Marcelo, hoje com 44 anos, é advogado e sócio há 15 anos do Dinamarco, Beraldo & Bedaque Advocacia. Na disputa interna da oposição, saiu à frente do ex-presidente da CBF Rogério Caboclo, que chegou a considerar uma candidatura própria, mas recuou.

O cenário do clube envolve dificuldades administrativas, financeiras e esportivas. Julio Casares foi afastado da presidência por impeachment em janeiro, em meio a investigações sobre desvio de recursos na venda de atletas. No futebol, o time trocou de técnico três vezes este ano e se aproximou da zona de rebaixamento.

Dívidas e modelo de gestão

Marcelo afirma que a dívida bilionária do São Paulo dobrará durante a próxima gestão se o clube continuar sendo administrado da mesma maneira. “Talvez seja a nossa última oportunidade de salvar o São Paulo”, declarou.

A proposta é conduzir o clube com racionalidade e estratégia, priorizando a organização financeira. Marcelo não defende a venda do controle a um investidor, mas admite discutir no futuro uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) com 100% das ações nas mãos do próprio São Paulo. Para isso, a medida precisaria ser aprovada pelo Conselho.

Ele cita reformas realizadas em Flamengo e Palmeiras como referências de governança. Na avaliação de Marcelo, mudanças só se tornam permanentes quando estão vinculadas a regras e ao estatuto, e não à decisão de quem ocupa o poder em cada momento.

“Não tenho vaidade, não me preocupo com essa comparação de títulos. O que eu mais quero é que o São Paulo esteja reestruturado”, afirmou.

Trajetória no clube

A relação de Marcelo com o São Paulo começou na infância, nos anos 1980, quando acompanhava o pai, então diretor de futebol. Entre 2002 e 2006, o pai presidiu o clube e conduziu a equipe aos títulos de 2005: Paulista, Libertadores e Mundial contra o Liverpool.

O pai morreu em 2008. No mesmo ano, Marcelo foi eleito conselheiro pela primeira vez. Ele permaneceu na oposição e se tornou conselheiro vitalício em 2014. Também integrou a comissão que apurou o caso Far East, contrato de material esportivo que terminou na renúncia do então presidente Carlos Miguel Aidar.

Marcelo considera antidemocrático o modelo de voto indireto, atualmente restrito aos conselheiros, e defende uma discussão sobre o voto direto dos sócios. Também rejeita coalizões formadas “a qualquer custo”, com distribuição de cargos entre grupos políticos.

No futebol, a ideia é reduzir contratações e aumentar a precisão nas escolhas. Um levantamento interno citado por Marcelo indica que apenas 20% dos reforços recentes chegaram a 150 jogos pelo clube. Ele quer devolver à base de Cotia um papel central na formação do elenco principal.

Na administração, promete divulgar à torcida notícias positivas e negativas, mesmo quando isso trouxer custo político. Caso seja eleito, terá de transformar uma trajetória construída na fiscalização e na oposição em experiência executiva. O novo presidente assumirá o São Paulo em janeiro, com um processo de reconstrução pela frente.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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