Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

IPCA cai em agosto, mas carnes pressionam orçamento em Belém

Alimentação consumida em casa recuou em Belém, enquanto carnes acumulam altas maiores que a média brasileira no ano e em 12 meses.

IPCA cai em agosto, mas carnes pressionam orçamento em Belém

O IPCA, índice oficial de inflação do país, caiu 0,32% em agosto de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (11). Em Belém, o grupo Alimentação e bebidas teve recuo de 0,65%, ante queda de 0,34% no Brasil.

A alimentação comprada para consumo doméstico caiu 0,92% na capital paraense, enquanto a média nacional recuou 0,61%. A redução foi concentrada principalmente em hortifrutigranjeiros e no açaí.

Carnes sobem enquanto vegetais ficam mais baratos

Mesmo com a queda geral, as carnes aumentaram 2,86% em Belém, contra 0,61% no país. Entre os maiores avanços do mês ficaram o melão, com 6,65%, a capa de filé, com 5,47%, o acém, com 4,73%, o contrafilé, com 4,72%, a alcatra, com 4,59%, e a pá de carne bovina, com 4,01%.

A uva subiu 3,23% na capital, embora tenha caído 2,21% na média brasileira. O arroz teve alta de 1,69% em Belém e de 1,34% no país.

Entre as quedas, a batata-inglesa recuou 19,10%. Também ficaram mais baratos a cebola, com baixa de 13,52%, a cenoura, de 13,28%, o tomate, de 11,19%, e o açaí em emulsão, de 10,95%. O peixe filhote caiu 8,32%, o cheiro-verde, 5,19%, e o feijão-carioca, 4,15%.

O grupo de tubérculos, raízes e legumes teve baixa de 13,74% em Belém, contra 12,37% no Brasil. Bebidas e infusões recuaram 4,53% na capital e 0,52% no país. Também houve quedas em hortaliças e verduras, de 3,37%, pescados, de 2,97%, e aves e ovos, de 2,14%.

Altas acumuladas no ano e em 12 meses

Apesar do resultado mensal, alguns alimentos registram aumento no acumulado de janeiro a agosto. A cenoura subiu 65,75% no ano, seguida pelo feijão-carioca, com 58,17%, e pela cebola, com 37,69%. O feijão-preto avançou 32,60%, e a batata-inglesa, 26,13%.

No grupo de carnes, a alta acumulada em Belém chegou a 10,53%, acima dos 6,22% registrados no país. Em 12 meses, o avanço foi de 15,62% na capital, ante 9,01% na média brasileira. Nesse período, a capa de filé aumentou 27,86%, o contrafilé, 19%, e o filé-mignon, 18,31%.

Entre os alimentos, o feijão-carioca teve a maior alta em 12 meses, de 62,13%. A cenoura subiu 59,58%, e a cebola, 47,82%. A batata-inglesa acumulou aumento de 37,03%.

A alimentação consumida em casa acumulou alta de 3,83% em Belém em 2026, contra 3,44% no Brasil. Em 12 meses, os aumentos foram de 2,93% e 2,80%, respectivamente.

Peso da alimentação no orçamento

Em agosto, Alimentação e bebidas representava 27,39% da cesta de consumo de Belém, enquanto a participação nacional era de 21,51%. Entre os itens consumidos em casa, o açaí tinha o maior peso na capital, com 1,55% do orçamento considerado pelo índice. No Brasil, esse peso era de 0,07%.

As carnes respondiam por 5,30% da cesta de Belém, contra 2,83% no país. Bebidas e infusões representavam 3,77%, ante 1,87% na média nacional. Aves e ovos tinham participação de 2,27%, enquanto os pescados correspondiam a 0,86% da cesta local, contra 0,18% no Brasil.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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