BELÉM — A procura por galpões para aluguel permanece alta entre empresas de diferentes setores. Os imóveis são usados principalmente para armazenar mercadorias, manter estoques e expor produtos, com valores que variam conforme o tamanho, a localização e a estrutura disponível.
O corretor imobiliário Rafael Sarmento afirma que os contratos comerciais costumam ser mais longos que os residenciais, podendo chegar a cinco, dez ou até 15 anos. No aluguel residencial, a duração média é de um a dois anos. Segundo ele, a inadimplência tende a ser menor entre empresas, que dependem de crédito e fluxo de capital para manter as atividades.
Parte dos negócios procura espaços mais simples, destinados apenas à guarda de mercadorias. Nesses casos, o imóvel pode exigir menos adaptações. Já empresas que recebem clientes e precisam expor produtos tendem a investir mais em reformas, fachada e organização interna.
Na avenida Senador Lemos, há concentração de empresas e lojas do setor automotivo. Na BR-316, o perfil é mais diversificado, com negócios de diferentes segmentos. A indústria também aparece entre os setores que mais procuram esse tipo de imóvel.
A posição do galpão influencia diretamente o preço. Os imóveis localizados às margens da BR-316 costumam receber mais investimentos na fachada e em áreas de exposição, enquanto aqueles situados 30 ou 40 metros para dentro, em ruas próximas, são geralmente usados apenas para armazenamento.
“Na BR, temos aluguéis de R$ 8 mil a R$ 58 mil”, detalha Rafael. Além da localização, o tamanho é um dos principais critérios para definir o valor. Segundo o corretor, a maior parte dos imóveis tem boa localização e acabamento semelhante.
A rotatividade também é apontada como uma característica desse mercado. Quando um galpão é devolvido porque a empresa cresceu ou encerrou as atividades, outros interessados podem ocupar o espaço. Para Rafael, é difícil que um imóvel desse tipo permaneça vazio por três meses ou mais, situação que ele considera mais comum no mercado residencial.
Para as empresas, o aluguel também pode preservar recursos para a operação. Rafael cita como exemplo um imóvel alugado por R$ 8 mil, que poderia custar R$ 480 mil ou R$ 500 mil para compra. Ao optar pela locação, a empresa mantém capital disponível para comprar mercadorias e movimentar o negócio.







