Contagem, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Finanças da casa

Espírito Santo registra recorde de ocupação no segundo trimestre

Estado alcançou 2,080 milhões de pessoas ocupadas e teve desocupação de 2,3%, a menor taxa do Sudeste.

Espírito Santo registra recorde de ocupação no segundo trimestre

O Espírito Santo alcançou 2,080 milhões de pessoas ocupadas no segundo trimestre de 2026, o maior número da série histórica iniciada em 2012. O resultado representa cerca de 71 mil ocupados a mais em relação ao primeiro trimestre, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A quantidade de pessoas desocupadas diminuiu em torno de 17 mil no período. Com isso, a taxa de desocupação caiu de 3,2% para 2,3%, o menor índice do Sudeste e o terceiro menor entre os estados brasileiros. No país, havia 103,1 milhões de pessoas ocupadas ao fim do trimestre.

Renda e setores com mais ocupação

O rendimento real médio no estado foi de R$ 3.637, abaixo da média nacional de R$ 3.738 e considerado estável no período. Os dados de ocupação incluem trabalhadores com carteira assinada, empregadores e empreendedores.

Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas concentraram 18,4% das pessoas ocupadas. Em seguida, apareceram agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, com 14,4%, e indústria geral, com 9,7%.

O economista Vaner Corrêa afirmou que o resultado favorece a renda das famílias, o consumo, a arrecadação e a redução da vulnerabilidade social. Para Marcelo Loyola Fraga, economista e diretor da Faculdade Capixaba de Negócios (Facan), o desempenho também reflete o resultado da economia estadual.

Qualificação e informalidade

A taxa de informalidade chegou a 40,0% no segundo trimestre de 2026, acima da média nacional de 37,4%. O indicador representa a proporção de trabalhadores informais entre o total de ocupados. O texto também informa que, no dado nacional de 2025, 35% tinham empreendimento registrado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Suiani Febroni, gerente de inteligência de dados e pesquisa do Observatório Findes, associou a informalidade à flexibilidade de algumas atividades, inclusive as mediadas por plataformas digitais, e às dificuldades para obter uma ocupação formal.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado, Fernando Otávio Campos, defendeu o reforço das políticas de qualificação. Ele também afirmou que, se a economia capixaba continuar crescendo sem aumento da oferta local de mão de obra, alguns setores poderão buscar trabalhadores de outros estados.

Ricardo Paixão, presidente do Conselho Regional de Economia do Estado, apontou a necessidade de encontrar profissionais com o perfil adequado e tornar as vagas mais atrativas. Para Antonio Ricardo Freislebem, diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves, os indicadores mostram ampliação das oportunidades e maior demanda por trabalhadores.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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