PARÁ — Cooperativas de crédito oferecem serviços semelhantes aos dos bancos tradicionais, como conta-corrente, cartão, empréstimos, financiamentos e investimentos. A diferença está no modelo de funcionamento: a instituição é formada pela associação de pessoas e presta serviços financeiros aos próprios associados.
O Banco Central estabelece as regras do setor e acompanha a saúde financeira das cooperativas. Para o economista Nélio Bordalo Filho, conselheiro do Corecon PA/AP, a comparação não deve se limitar à marca da instituição. O consumidor precisa analisar o custo total dos serviços e os benefícios que realmente recebe.
O associado também participa da instituição
Na cooperativa, o cliente se torna cooperado e participa de uma organização voltada aos interesses econômicos dos associados. Esse modelo pode oferecer tarifas competitivas, condições diferenciadas de crédito e a possibilidade de receber parte das sobras, conforme as regras e os resultados da instituição.
Segundo Cleomar Abreu, diretor regional da Sicredi Ouro Verde MT/PA, os resultados podem retornar aos associados e à comunidade por meio de investimentos na melhoria dos serviços e da distribuição das sobras. A cooperativa pode atender pessoas físicas, produtores rurais, profissionais liberais, empreendedores e empresas.
Para ingressar, é necessário apresentar documentos pessoais, comprovante de endereço e cumprir os critérios definidos pela área de atuação da cooperativa. O novo associado também integraliza uma cota de capital social, que representa sua participação como dono do negócio.
Com a associação, a pessoa pode participar da gestão democrática. Isso inclui presença em assembleias, direito de votar e ser votada para cargos de representação, além do acompanhamento dos resultados e das decisões da instituição.
Como funcionam as sobras
As sobras são o resultado positivo obtido pela cooperativa. Depois das destinações previstas em lei e no estatuto, uma parte pode ser distribuída aos associados, conforme decisão em assembleia. O cálculo considera a movimentação de cada cooperado durante o período.
A participação tende a ser maior para quem utiliza mais produtos e serviços da cooperativa. O Banco Central também informa que, assim como o associado pode participar da divisão das sobras, ele pode ser incluído no rateio de eventuais perdas, na proporção dos serviços utilizados.
Bordalo Filho recomenda avaliar a solidez e a transparência da instituição, a qualidade do atendimento, os canais digitais, o acesso ao crédito e a segurança das operações. A escolha mais adequada depende do perfil financeiro de cada consumidor e do equilíbrio entre custo, benefícios, segurança e conveniência.
Entre os produtos e serviços disponíveis estão contas correntes, cartões, crédito pessoal e empresarial, financiamentos de veículos e imóveis, crédito rural, investimentos, seguros, consórcios, previdência privada, meios de pagamento e atendimento digital.








