Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Conta de luz sobe 6,94% e preocupa famílias e comércios em Belém

Reajuste anunciado pela Aneel deve elevar despesas de moradores e aumentar custos operacionais de supermercados na capital paraense.

Conta de luz sobe 6,94% e preocupa famílias e comércios em Belém

O reajuste médio de 6,94% nas tarifas de energia para unidades residenciais do Pará deve pressionar o orçamento de famílias e pequenos negócios. O índice foi anunciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na noite desta quarta-feira (16), em um período de calor intenso na capital paraense.

Luiz Carlos Mendes, comerciante que mantém um carrinho de lanches na frente de casa, na avenida Romulo Maiorana, no bairro do Marco, calcula que sua conta mensal passe de cerca de R$ 900 para R$ 970. O valor atual varia conforme a bandeira tarifária vigente — verde, amarela ou vermelha. Ao saber do reajuste, ele questionou: “Recorrer a quem?”.

Mendes afirmou que considera a tarifa alta e comparou sua despesa com a do irmão, que mora em um apartamento em São Paulo, tem três televisores e paga cerca de R$ 300. Ele também mencionou a presença de hidrelétricas no Pará.

Despesas das famílias

Moradora do bairro da Pedreira há mais de 50 anos, Dalva Costa vive com o marido aposentado, uma filha e duas netas. A família pagou R$ 533,35 pela energia em agosto e R$ 684,36 em julho. Segundo ela, a residência não tem aparelhos de ar-condicionado.

Dalva disse que a família precisará reduzir o consumo, mas ressaltou a dificuldade de diminuir o uso dos ventiladores diante do calor. “Está cruel”, afirmou.

A filha dela, Luciana Costa, mora com o marido, Hugo Brasil, e a filha pequena em outra casa no mesmo bairro. Com dois aparelhos de ar-condicionado, o casal paga em torno de R$ 400. Brasil, que é eletricista e trabalhou na antiga Celpa, explicou que os equipamentos da residência — incluindo geladeira, televisão e ar-condicionado — têm tecnologia inverter. De acordo com ele, esses aparelhos podem gerar economia de 40% a 60% em comparação com modelos convencionais.

Reflexo nos supermercados

Jorge Portugal, presidente da Associação Paraense de Supermercados (Aspas), afirmou que o reajuste da energia tende a afetar os custos operacionais do setor. As lojas usam câmaras frigoríficas e ar-condicionado, o que torna o consumo de eletricidade um componente relevante das despesas. Para ele, o impacto não deve ocorrer na mesma proporção do aumento de 6%, mas qualquer elevação pode chegar ao preço final dos produtos.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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