Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Monark deve pagar R$ 100 mil por declarações sobre partido nazista

Justiça de São Paulo condenou o influenciador por danos morais coletivos; defesa informou que vai recorrer da decisão.

Monark deve pagar R$ 100 mil por declarações sobre partido nazista

O influenciador Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos. A decisão, tomada nesta terça-feira (15), está relacionada a declarações sobre a possibilidade de criação de um partido nazista no Brasil. Ainda cabe recurso.

A condenação foi determinada em uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). O caso teve origem em uma transmissão ao vivo do Flow Podcast, realizada em 8 de fevereiro de 2022. Na ocasião, Monark conversava com os deputados federais Kim Kataguiri e Tabata Amaral sobre os limites da liberdade de expressão.

Durante o debate, o influenciador defendeu uma interpretação sem restrições desse direito e afirmou que um partido nazista deveria ser reconhecido pela legislação brasileira. Também sustentou que pessoas poderiam expressar posições antijudaicas. O episódio teve repercussão nas redes sociais.

Fundamentação da sentença

A juíza Adriana Cardoso dos Reis avaliou que as declarações não estavam protegidas apenas como opinião política. Na decisão, ela associou o nazismo à supremacia racial, à segregação e à perseguição e ao extermínio de judeus e de outros grupos.

A sentença também levou em conta o alcance das falas, que foram divulgadas nas redes sociais. O valor estabelecido ficou abaixo dos R$ 4 milhões pedidos pelo Ministério Público. A quantia deverá ser encaminhada ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FID).

Depois do episódio, o MP-SP solicitou ao YouTube a retirada do vídeo e determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Civil para investigar as declarações.

Defesa afirma que vai recorrer

A defesa de Monark informou que pretende contestar a condenação. O advogado Hugo Freitas Reis declarou que o influenciador defende uma interpretação ampla da liberdade de expressão, mas não apoia o nazismo nem o antissemitismo.

Os advogados sustentam que Monark defendia a liberdade de expressão e de associação até mesmo para grupos dos quais discorda. Para a defesa, essa posição foi interpretada de forma equivocada como apoio ao nazismo. Em nota, eles classificaram a decisão como “absolutamente equivocada”.

Durante a tramitação, houve mudanças na atuação do Ministério Público. Em abril, o promotor responsável foi substituído, e o novo integrante pediu que Monark não fosse condenado. Depois, outra mudança levou o sucessor a defender novamente a condenação.

Como a decisão pode ser contestada, o caso poderá ser analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5