A Caixa Econômica Federal propôs elevar de 6,5% para 9% o limite de participação no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027. A medida pode destravar o principal impasse das negociações com os bancários e levar ao fim da greve nacional dos funcionários.
A proposta foi apresentada na madrugada desta quinta-feira (17), após uma rodada de negociações entre representantes do banco e o Comando Nacional dos Bancários. O modelo de financiamento do plano de saúde é o ponto central da negociação. Os trabalhadores são contra alterações que aumentem a parcela paga por empregados, aposentados e dependentes e defendem uma participação maior da Caixa.
Segundo Juvandia Moreira, presidente da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, a mudança representaria um aumento recorrente de cerca de R$ 900 milhões na participação do banco. A dirigente sindical Luiza Hansen afirmou que a proposta também retira a cobrança por faixa etária, preserva o pacto intergeracional e amplia a participação da Caixa no custeio.
A Caixa informou que a proposta mantém cláusulas já negociadas com os bancários. O banco também declarou que manteve diálogo com as entidades representativas dos empregados durante a campanha salarial, com o objetivo de construir uma solução para as partes.
Votação e compensação
Os funcionários estão em greve há uma semana, enquanto discutem a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A proposta será submetida à categoria em uma assembleia virtual convocada para a próxima segunda-feira (21). A votação ficará aberta das 11h às 18h.
Se o acordo for aprovado, o dia de paralisação de 20 de agosto será abonado. Os demais dias úteis de greve deverão ser compensados em até 180 dias.
A proposta prevê ainda o pagamento da PLR, do Super Caixa, do bônus e de um abono de R$ 3 mil em 30 de setembro.






