O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de cerca de 15% nos pagamentos do Bolsa Família. O valor mínimo por família subirá de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777.
A atualização será aplicada apesar de não estar incluída na proposta de Orçamento para 2027 apresentada ao Congresso no fim de agosto. Segundo o Ministério do Planejamento, a medida busca repor a inflação acumulada desde o relançamento do programa, em março de 2023.
Impacto nas contas públicas
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que o reajuste será executado dentro das regras fiscais vigentes. A estimativa é de uma despesa adicional de R$ 5,8 bilhões ainda neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027.
Com a mudança, a previsão de gastos do Bolsa Família em 2027 aumentará de R$ 157,1 bilhões para cerca de R$ 179 bilhões. O anúncio foi feito a menos de um mês das eleições presidenciais de 2026, que têm Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à busca de mais um mandato.
Quem recebe
O programa atende atualmente cerca de 19,3 milhões de famílias. A regra de acesso exige renda mensal de até R$ 218 por pessoa, inscrição e dados atualizados no Cadastro Único, além do cumprimento de compromissos nas áreas de saúde e educação.
O benefício também inclui parcelas complementares. Há previsão de R$ 150 por criança de até 6 anos. Gestantes, jovens de 7 a 18 anos incompletos e bebês de até seis meses podem receber R$ 50. O governo ainda não informou se esses valores adicionais também serão corrigidos.
Relançado em 2023, o Bolsa Família mantinha o piso de R$ 600 desde então, sem atualização dos valores.







