A B3 anunciou que os BDRs de empresas brasileiras poderão fazer parte da carteira do Ibovespa no primeiro semestre de 2027. A data ainda será definida, e a entrada dependerá dos critérios do índice, que priorizam a liquidez e não devem ser alterados.
A mudança inclui um limite de 10% para a participação conjunta dos BDRs no Ibovespa. A medida foi definida para atender às regras aplicáveis aos fundos de pensão, que têm restrições para investir nesses ativos. Em comunicado, a B3 afirmou que “a soma das exposições a esses ativos permanecerá sempre abaixo deste percentual”.
Entre os candidatos estão as empresas do setor financeiro NU, XP, Stone e PagBank. A JBS também aparece entre os BDRs mais negociados. A situação do Mercado Livre ainda gera dúvida, porque a companhia tem boa parte das receitas no Brasil, mas mantém a sede corporativa em Montevidéu.
Participação no mercado externo
O EWZ, ETF de empresas brasileiras negociadas no exterior com maior liquidez, tem 35,8% de seu peso concentrado no setor financeiro. No Ibovespa, essa participação é de cerca de 29%.
No EWZ, o NU representa 9,32% e está abaixo apenas da Vale, com 9,8%. O Itaú responde por 7,84%, enquanto a XP tem participação de 1,5%. Com 9,32%, o NU se aproxima sozinho do limite previsto para o conjunto de BDRs no Ibovespa.








