A Azul informou que os passageiros afetados pela interrupção dos voos das aeronaves Embraer E2 estão recebendo a assistência prevista na Resolução nº 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A companhia retomou a operação do modelo depois de uma instabilidade global na recepção de sinais de GPS.
A ocorrência começou na terça-feira (22), durou cerca de três horas e levou ao cancelamento de mais de 80 voos da empresa, afetando mais de oito mil passageiros. No BH Airport, em Confins, foram cancelados 30 voos da Azul. O aeroporto registrou ainda mais quatro cancelamentos nesta quarta (23), sendo uma saída e três chegadas, como reflexo dos transtornos.
A recomposição da operação começou na noite de terça-feira, mas atrasos e mudanças nos horários continuaram sendo registrados. Em Viracopos, em Campinas (SP), seis voos da Azul ainda apareciam como cancelados na manhã desta quarta-feira (23). Também houve cancelamentos e atrasos na terça-feira em Brasília, Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
Sistemas de navegação
A instabilidade atingiu aeronaves Embraer E2, incluindo o E195-E2 usado pela Azul. Informações de rastreamento indicaram que aviões do modelo voltaram a operar ainda na noite de terça-feira.
A Embraer disse que recebeu relatos sobre a instabilidade no GPS em alguns tipos de aeronaves, entre eles o E2, e que acompanha a ocorrência com as companhias aéreas e o fabricante dos equipamentos. A empresa afirmou que a falha não comprometeu a segurança dos voos, porque a família E2 conta com sistemas e procedimentos de navegação para operar em condições de instabilidade no GPS.
A Honeywell Aerospace, responsável pela fabricação dos equipamentos instalados nas aeronaves afetadas, confirmou a ocorrência. Equipes da empresa avaliavam o problema relacionado à recepção dos sinais para identificar a causa.
A Latam informou que não registrou anormalidades em seus voos. A Gol afirmou que não opera aeronaves Embraer E2.







