Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

Pesquisa mostra apoio ao acesso subsidiado ao botijão de gás

Levantamento aponta que 93% dos brasileiros apoiam uma política para ajudar famílias de baixa renda a comprar GLP.

Pesquisa mostra apoio ao acesso subsidiado ao botijão de gás

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva para o Sindigás aponta que 93% dos brasileiros apoiam uma política de auxílio para famílias de baixa renda comprarem botijões de gás. O índice é de 91% entre as classes A e B e chega a 95% nas classes C, D e E.

O levantamento também mostra que 88% consideram o gás de cozinha importante para o funcionamento diário do Brasil. Para 86%, o GLP tem papel muito importante na economia brasileira.

Uso do gás em diferentes setores

Os entrevistados afirmam conhecer, em média, oito usos do produto no cotidiano. A aplicação na produção de alimentos é a mais reconhecida: 96% identificam pelo menos uma utilização do GLP nessa área. O percentual é de 92% na indústria, 66% no agronegócio e 68% na saúde.

Na avaliação de 86% dos participantes, pequenos negócios dependem do gás de cozinha para continuar funcionando. Outros 88% dizem que muitos serviços essenciais seriam prejudicados sem o combustível.

Dentro de casa, 90% associam o GLP à possibilidade de manter uma alimentação adequada, enquanto 88% o relacionam à segurança alimentar do País. Além disso, 85% avaliam que famílias sem dinheiro para comprar um botijão podem recorrer a alternativas menos seguras. Percentual semelhante entende que nenhuma família deveria ter de cozinhar com lenha, carvão ou materiais improvisados por não conseguir acessar o gás.

Programa Gás do Povo

A ampliação do acesso ao GLP ganhou destaque no final de 2025, com a aprovação do Gás do Povo. Criado pela Lei nº 15.348/2026, o programa deve alcançar 17 milhões de famílias com renda per capita mensal igual ou inferior a meio salário mínimo. O número representa três vezes o total de beneficiários do antigo Auxílio Gás.

A gratuidade depende da disponibilidade orçamentária e financeira da União. A previsão inicial do governo era destinar R$ 5,1 bilhões ao programa em 2026. Com a alta do petróleo e a guerra no Oriente afetando o preço do energético, houve um ajuste adicional de R$ 300 milhões no orçamento do programa neste ano. Cerca de 20% do GLP consumido no Brasil é importado.

O programa também esteve no centro do debate regulatório da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 2025-2026. Entre as propostas discutidas estavam a venda fracionada, o reenchimento parcial remoto e alterações nas regras de propriedade e identificação dos botijões, incluindo o fim da exclusividade das marcas.

Distribuidoras e entidades do setor afirmaram que essas mudanças poderiam criar brechas para fraudes e evasão fiscal, elevar vulnerabilidades e reduzir o interesse em investir na compra de novos recipientes, em um momento de possível aumento da demanda provocado pelo Gás do Povo.

Em junho, a diretoria da ANP aprovou a interrupção temporária do processo de reforma do GLP. A agência informou que concentraria esforços na fiscalização de preços abusivos dos combustíveis e no pagamento das subvenções.

Preferência por marcas reconhecidas

Segundo a pesquisa, 89% dos entrevistados preferem que políticas voltadas às famílias de baixa renda financiem botijões vendidos por empresas com marcas conhecidas e gravadas no recipiente.

A segurança é o critério mais citado na compra: 94% a consideram muito importante, à frente do preço. A garantia da quantidade correta de gás aparece com 92%, e a qualidade do produto, com 91%. Para 65%, também é muito importante que a marca assegure a qualidade do gás comercializado.

O estudo ouviu 1.510 brasileiros maiores de 18 anos que usam gás de cozinha, encanado ou em botijão. A coleta foi feita online, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%.

Para Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás, o apoio à ampliação do acesso vem acompanhado da expectativa de segurança e confiabilidade. “ampliar o acesso e preservar a segurança precisam andar juntos”, afirmou.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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