Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Pesquisa vai rastrear dez baleias-jubarte no litoral do Espírito Santo

Transmissores de satélite serão usados para mapear deslocamentos e áreas de risco para colisões com grandes embarcações.

Pesquisa vai rastrear dez baleias-jubarte no litoral do Espírito Santo

Dez baleias-jubarte serão equipadas com transmissores de satélite durante a próxima temporada de reprodução no litoral capixaba. O monitoramento vai acompanhar os animais em tempo real e identificar áreas de concentração e possíveis conflitos com rotas de grandes embarcações.

A pesquisa será conduzida pelo Instituto O Canal, por meio dos projetos Amigos da Jubarte/Jubarte.Lab. O trabalho dá continuidade a estudos realizados há cerca de 10 anos na região e abrangerá a faixa entre Serra, Vitória, Vila Velha e Guarapari, avançando por cerca de 43 quilômetros mar adentro.

Segundo Thiago Ferrari, diretor do instituto, a marcação satelital será incorporada às metodologias já usadas para detalhar o risco de colisões. “Vamos incorporar mais uma metodologia, que é a marcação satelital, para refinar as informações e os dados que já levantamos nos últimos anos”, explicou.

Como será o monitoramento

Os transmissores, ainda em fase de aquisição, são importados e serão instalados por uma equipe especializada. A fixação será feita com uma balestra, que lançará um dardo na região dorsal da baleia. O método é considerado pouco invasivo e permitirá acompanhar os animais durante meses.

Os dados devem mostrar os deslocamentos, as áreas mais utilizadas no período reprodutivo e os locais onde mães e filhotes permanecem por mais tempo. A pesquisa também poderá apontar se as baleias evitam regiões com tráfego intenso de embarcações ou se alteram o comportamento nesses locais.

O litoral do Espírito Santo é usado pela espécie para reprodução e criação de filhotes. De acordo com Thiago Ferrari, cerca de 30 mil baleias-jubarte migram para a região durante a temporada reprodutiva. “É o momento mais sensível da vida desses animais”, afirmou.

Além dos transmissores, o projeto utiliza drones, observação visual e monitoramento acústico passivo, com hidrofones para registrar as vocalizações das baleias. A partir das informações reunidas, os pesquisadores pretendem mapear as regiões de maior risco e subsidiar medidas como redução da velocidade ou alteração de rotas de navios.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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