Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Finanças da casa

5G cobre 0,22% das áreas rurais do Pará, aponta Anatel

Cobertura chega a 51,73% das áreas urbanas, mas 2,58% da população rural tem acesso à tecnologia.

5G cobre 0,22% das áreas rurais do Pará, aponta Anatel

Quatro anos após a chegada do 5G ao Pará, a cobertura permanece concentrada nas áreas urbanas. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indicam que, em junho de 2026, a tecnologia alcançava 51,73% das áreas urbanas do estado, mas apenas 0,22% das áreas rurais.

A diferença também aparece na população atendida: 76,22% dos moradores urbanos estavam em áreas cobertas pelo 5G, contra 2,58% dos moradores rurais. O Pará tem 144 municípios, e 72 deles registravam cobertura para mais de 10% da população.

Cobertura varia entre os municípios

Na Região Metropolitana, Ananindeua tinha 99,72% da população coberta; Belém, 99,33%; e Marituba, 98,70%. Tucuruí aparecia com 94,04%, Salinópolis com 91,40%, Castanhal com 91,07%, Canaã dos Carajás com 87,18%, Parauapebas com 86,89% e Marabá com 86,44%.

Santarém registrava 75,08% de cobertura populacional, enquanto Altamira tinha 72,23% e Itaituba, 74,51%. Na outra ponta, 53 municípios apareciam com 0% de moradores cobertos, segundo o dado apresentado pela Anatel. Entre eles estão Novo Progresso, Santarém Novo, Terra Santa, São Miguel do Guamá e Senador José Porfírio.

O indicador se refere especificamente à cobertura 5G da população. Portanto, o registro de 0% não significa necessariamente ausência de qualquer serviço de telefonia móvel ou internet nesses municípios.

Desempenho da internet

No segundo trimestre de 2026, o Pará ficou na 19ª posição entre os estados brasileiros no ranking Minha Conexão, com velocidade média de 176 Mbps. Nenhuma cidade paraense apareceu entre as 30 cidades brasileiras com internet mais rápida no período.

Entre as capitais, Belém ocupou a 16ª posição. Na Região Norte, Rio Branco ficou em terceiro lugar, Porto Velho em quarto, Boa Vista em sétimo e Palmas em nono. O Acre liderou o ranking estadual, com 389,13 Mbps.

A velocidade média reúne medições de conexões de internet e não é um indicador exclusivo do 5G. Por isso, o resultado não permite concluir que o desempenho da rede móvel seja exatamente o mesmo apontado pelo levantamento.

Cobertura das operadoras

Considerando TIM, Claro e Vivo, 57,86% dos moradores estavam cobertos pelo 5G e 58,66% dos domicílios eram atendidos. Individualmente, a TIM alcançava 43,99% dos moradores, a Claro 48,91% e a Vivo 48,29%.

Na área territorial, os percentuais eram menores: 0,41% para o conjunto das três operadoras, 0,09% para a TIM, 0,36% para a Claro e 0,10% para a Vivo.

Para Allan Costa, professor da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e pesquisador da Universidade Federal do Pará (UFPA), a geografia do estado dificulta a expansão da tecnologia. Grandes distâncias entre cidades, vilas e comunidades, além de localidades isoladas por rios e ilhas, tornam mais complexa a instalação da infraestrutura necessária.

O 5G depende de cobertura, infraestrutura da operadora, condições do sinal e plano contratado. Um celular compatível, sozinho, não garante conexão com a tecnologia. A rede pode alternar entre 4G e 5G durante o deslocamento, e a avaliação da qualidade também envolve velocidade de download e upload, latência, estabilidade, perda de pacotes e disponibilidade do sinal.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5