Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Casa

Plantas dos anos 80 que voltaram a ocupar espaço dentro de casa

Espécies como jiboia, costela-de-adão e antúrio retomam espaço por unir resistência, beleza e memória afetiva.

Plantas dos anos 80 que voltaram a ocupar espaço dentro de casa

As plantas que fizeram parte das casas nos anos 1980 estão de volta à decoração. Em vasos de barro, suportes de macramê e outros cantos da casa, elas reaparecem associadas à personalidade, à memória e ao afeto — além de continuarem procuradas por características como resistência e facilidade de cultivo.

Para Palloma Ferraz, sócia-proprietária da Flora Urbana Indaiatuba, as plantas eram integradas à rotina familiar e podiam permanecer por anos na mesma casa. A multiplicação por mudas, compartilhadas com filhos, vizinhos e amigos, também fazia parte desse costume. A paisagista Flavia Alem afirma que o cuidado costumava ser aprendido pela observação de mães, avós e vizinhos.

Espécies que voltaram à decoração

A samambaia aparece entre as folhagens mais associadas ao período, principalmente em vasos suspensos de varandas e salas de estar. De acordo com Flavia, ela remete imediatamente àquela época. Para Palloma, o volume e o efeito de floresta ajudam a explicar o retorno da espécie aos ambientes atuais.

A jiboia continua popular por ser versátil, resistente e adequada para prateleiras, estantes e suportes suspensos. A costela-de-adão, conhecida pelas folhas grandes e recortadas, voltou a se destacar em ambientes internos e externos por causa do visual tropical e imponente.

A espada-de-são-jorge mantém espaço entre as escolhas decorativas por tolerar diferentes condições de luz e rega. A espécie também é procurada pela simbologia de proteção. A comigo-ninguém-pode tem associação semelhante, mas hoje o conhecimento sobre sua toxicidade faz com que algumas pessoas tenham mais cuidado com o local onde ela será colocada ou evitem seu cultivo quando há crianças ou animais de estimação.

O antúrio também retomou espaço, inclusive com novas variedades e cores. Já a renda-portuguesa e a dama-da-noite são procuradas, em muitos casos, por pessoas que tiveram essas plantas no passado ou que as associam à mãe, à avó e a outros parentes. No caso da dama-da-noite, o perfume também pode despertar lembranças.

A palmeira-areca é apresentada como uma opção para preencher cantos e criar divisórias naturais. Outras folhagens de folhas brilhantes e crescimento em cascata também se adaptam a prateleiras, suportes e jardins verticais. Entre as plantas lembradas do período estão ainda espécies de folhas em formato de coração e as marantas, que ocupavam mesas de centro e aparadores com seus desenhos geométricos e versos arroxeados.

Do verde tradicional ao Urban Jungle

A forma de usar plantas dentro de casa mudou. Flavia explica que, nos anos 80, a escolha costumava considerar principalmente a beleza, a resistência e a adaptação a um determinado canto. No Urban Jungle, as plantas passam a integrar a arquitetura e a decoração, com atenção a volume, textura, cores, alturas, iluminação e vasos.

A rotina atual também influencia essa escolha. Muitas pessoas moram em apartamento, trabalham fora e têm pouco tempo disponível. Ao mesmo tempo, há mais acesso a informações para selecionar espécies conforme a iluminação, a ventilação e a rotina de cada ambiente.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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