Mesmo com a redução de flores e frutos durante o inverno, jardins, quintais e varandas podem oferecer alimento, abrigo e locais de descanso para pássaros, abelhas, borboletas e outros polinizadores. O paisagista e biólogo Júlio Sousa explica que a escolha das plantas pode transformar esses espaços em refúgios para a fauna e contribuir para a formação de corredores ecológicos nas cidades.
Plantas que ajudam no inverno
Árvores e arbustos frutíferos, como pitangueira, araçá, jabuticabeira e uvaia, fornecem recursos para aves e insetos polinizadores. Espécies nativas com floração escalonada também colaboram para manter a oferta de alimento em diferentes períodos.
Lavandas, sálvias, grevíleas e alguns tipos de alecrim podem continuar oferecendo néctar para abelhas e beija-flores, conforme a região. A recomendação é combinar plantas com diferentes características, já que nem todas precisam florescer para beneficiar os animais. Copas densas, arbustos e maciços vegetais protegem contra o vento e as baixas temperaturas, além de oferecerem locais de descanso e nidificação.
“Mesmo em áreas urbanas, cada jardim pode ser um refúgio para a fauna”, afirma Júlio Sousa. Segundo ele, espécies que fornecem alimento, abrigo e espaço para descanso ajudam a preservar a biodiversidade inclusive no inverno.
Cuidados que preservam a biodiversidade
O uso excessivo de pesticidas, a poda intensa durante o inverno e a impermeabilização exagerada do solo devem ser evitados. Essas práticas reduzem a presença de aves e polinizadores no ambiente.
Também é possível disponibilizar fontes de água limpa, especialmente durante períodos de estiagem. A água precisa ser trocada e o recipiente, higienizado regularmente para evitar a proliferação de insetos indesejados. “Uma fonte simples com água fresca faz a diferença para muitas aves”, diz o especialista.
Além de favorecer o equilíbrio ambiental, um jardim biodiverso aproxima os moradores da natureza e pode receber aves, borboletas e outros visitantes ao longo do ano. Para Sousa, preservar árvores, flores e espaços vegetados é uma forma prática de participar da conservação ambiental.







