Daniel Libeskind foi escolhido pela Japan Art Association como vencedor do Praemium Imperiale 2026 na categoria de arquitetura. O reconhecimento destaca sua contribuição à área e inclui uma premiação de 15 milhões de ienes.
Nascido em Łódź, na Polônia, em 1946, Libeskind se mudou ainda adolescente para os Estados Unidos. Antes da formação em arquitetura, estudou música em Nova York e Israel. Seu trabalho é associado ao desconstrutivismo, com o uso de geometrias e ângulos acentuados.
Obras e trajetória
A projeção internacional veio em 1989, quando ele venceu o concurso para desenhar o Museu Judaico de Berlim. O arquiteto também assina o Museu de História Militar das Forças Armadas Alemãs, em Dresden, o Maggie’s Centre no Royal Free, em Londres, e o Atrium at Sumner, em Brooklyn, Nova York.
A memória cultural ocupa lugar central em sua produção. Para a Japan Art Association, Libeskind cria espaços capazes de despertar essa relação por meio de uma arquitetura original e envolvente. Em uma definição sobre seu trabalho, o arquiteto afirma que “a arquitetura deve falar nos lugares onde o silêncio prevalece”.
O Studio Libeskind, sediado em Nova York, mantém projetos culturais, cívicos, comerciais e residenciais em diferentes países. Entre as iniciativas em andamento está o Albert Einstein Discovery Center, em Ulm, na Alemanha. O espaço pretende apresentar as descobertas científicas e o espírito pacifista de Albert Einstein, além de se tornar um novo marco para a cidade.
A lista de vencedores anteriores do Praemium Imperiale em arquitetura inclui Eduardo Souto de Moura, Shigeru Ban e Diébédo Francis Kéré. Na edição de 2026, Cate Blanchett foi reconhecida em teatro e cinema, enquanto Andy Goldsworthy recebeu o prêmio de escultura.







