Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Caso de irmãos de Bacabal entra no radar da cooperação internacional

Ferramentas da Interpol podem ajudar nas buscas e em uma eventual repatriação, caso Ágatha e Allan sejam encontrados fora do Brasil.

Caso de irmãos de Bacabal entra no radar da cooperação internacional

A possibilidade de que Ágatha Isabelly e Allan Michael estejam entre as crianças encontradas nos Estados Unidos levou o caso dos irmãos desaparecidos a uma etapa de cooperação internacional. A Interpol informou à família que poderá disponibilizar ferramentas para auxiliar na localização dos dois, que sumiram há oito meses em Bacabal, no Maranhão.

No fim de agosto, 163 crianças e adolescentes foram localizados na Flórida durante a Operação Escudo Estadual, ação relacionada a casos de tráfico humano. O grupo reúne pessoas de 2 meses a 17 anos. Até agora, porém, não há confirmação de que Ágatha e Allan estejam entre os encontrados. As autoridades ainda precisam verificar a identidade das crianças resgatadas.

Reunião em São Luís

O contato com a família ocorreu na terça-feira (8), por meio do Núcleo de Cooperação Internacional. A advogada Nathaly Moraes, que representa os familiares, confirmou a informação.

Uma reunião está prevista para esta quarta-feira (9), em São Luís, na sede da Polícia Federal. Participarão familiares e representantes do Núcleo de Cooperação Internacional. O objetivo é estabelecer como os recursos da Interpol poderão ser aplicados nas buscas. Se os irmãos forem encontrados em outro país, a cooperação também poderá auxiliar em um eventual processo de repatriação.

Desaparecimento em área de mata

Ágatha, de 6 anos, e Allan, de 4, desapareceram em janeiro deste ano na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos. Durante as investigações, foi informado que os irmãos saíram para brincar e entraram em uma área de mata. Eles teriam mudado o caminho para não serem vistos por um tio, que havia alertado sobre os riscos do local.

As buscas envolveram equipes terrestres, aéreas e aquáticas, além de diferentes forças de segurança e da Marinha do Brasil. Em determinado momento, nove equipes trabalharam ao mesmo tempo na procura.

Nenhum vestígio foi localizado. Ao longo da operação, foram descartadas hipóteses como a de que as crianças estivessem perdidas na mata, tivessem se afogado ou fossem atacadas por animais. Com a falta de evidências para essas possibilidades, a investigação passou a considerar com mais atenção a hipótese de sequestro. O paradeiro dos irmãos continua desconhecido.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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