Contagem, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Casa

Bom gosto em casa depende de equilíbrio e da história dos moradores

Para Isabella Nalon, proporção, coerência e escolhas conectadas aos moradores importam mais que tendências ou preço.

Bom gosto em casa depende de equilíbrio e da história dos moradores

Bom gosto na arquitetura e na decoração não depende de seguir um estilo específico nem de escolher peças caras. Para a arquiteta Isabella Nalon, o resultado aparece quando materiais, cores, móveis, iluminação, obras de arte e objetos formam um conjunto coerente, respeitam as proporções do espaço e revelam algo sobre quem vive ali.

“O bom gosto é subjetivo, mas existe uma parte que conseguimos definir melhor, que está relacionada à proporção, ao equilíbrio e à coerência”, explica Isabella.

Equilíbrio entre os elementos

A composição precisa ter uma hierarquia visual. Isabella trabalha com dois ou três elementos de maior destaque, enquanto os demais criam camadas mais discretas ao redor. A ideia é evitar que revestimentos, pedras, marcenaria, obras e móveis disputem atenção ao mesmo tempo.

“Nem todo mundo pode ser protagonista no mesmo espaço. Temos que ter esse equilíbrio”, afirma.

A regra vale para diferentes propostas. Um ambiente clássico, minimalista, colorido ou cheio de objetos pode funcionar quando as escolhas conversam entre si. O estilo muda, mas a coerência do conjunto continua sendo importante.

Preço não define sofisticação

O valor de uma peça, sozinho, não garante que ela faça sentido no ambiente. Objetos simples podem ganhar destaque quando são escolhidos de acordo com o contexto. Materiais naturais, itens artesanais e peças produzidas com técnicas tradicionais também podem participar de uma composição sofisticada.

Para Isabella, o mais importante é entender por que cada elemento foi colocado ali. A escolha pode estar ligada à história, aos hábitos e às referências dos moradores, e não apenas à aparência ou ao preço.

A casa precisa ter pertencimento

Antes de definir acabamentos e objetos, a arquiteta procura ouvir os clientes, observar seus hábitos e conhecer o espaço em que vivem. Livros, obras de arte, instrumentos musicais, móveis com valor afetivo e determinadas cores podem surgir desse processo de observação.

A intenção é evitar que a residência pareça uma vitrine sem relação com seus moradores. Segundo Isabella, muitas vezes as pessoas não conseguem explicar diretamente quem são ou o que sentem, e as respostas aparecem nas entrelinhas.

Mesmo em uma decoração simples ou com orçamento reduzido, a curadoria pode organizar o ambiente. Uma paleta de cores coerente, a circulação planejada e as áreas de respiro ajudam a valorizar os elementos escolhidos. O espaço vazio também pode cumprir uma função, ao impedir o excesso de informações visuais.

O projeto é construído ao longo do tempo

O resultado depende de pesquisa, seleção, combinação, implantação e produção. A arquiteta relaciona o bom gosto à soma de várias camadas: cuidado com o espaço, narrativa, repertório, personalidade dos moradores, alinhamento entre as escolhas e tempo de projeto.

“Quando observamos o espaço, percebe a casa que teve cuidado, estudo, narrativa, repertório, personalidade, alinhamento, tempo de projeto e tempo de implantação do projeto. São muitas camadas até chegar ao bom gosto”, conclui Isabella.

Isabella Nalon trabalha com projetos arquitetônicos residenciais, comerciais e de decoração de interiores. Ela iniciou a carreira como arquiteta na Alemanha e inaugurou seu escritório em São Paulo, em 1998. Sua experiência reúne mais de 30 anos de trabalho, estudos e pesquisas em Arquitetura e Decoração.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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