A madeira natural, as pedras, o couro, o bronze e os seixos formam a base do projeto deste apartamento de 350 m², assinado pela arquiteta Denise Barretto. A composição usa tons de areia e pedra, tecidos naturais e estofados em uma mesma paleta para criar unidade entre os ambientes.
O carvalho aparece como um dos principais elementos da decoração. No living, o tapete azul acrescenta contraste e textura ao conjunto de materiais naturais, enquanto a cortina próxima ao caixilho retrátil cria uma transição entre as áreas interna e externa.
Integração sem perder a privacidade
A área social foi organizada para conectar living, home e espaço gourmet. O terraço, que originalmente não tinha uma sacada tradicional, foi incorporado durante a reforma. Com isso, os ambientes passaram a formar uma área contínua, alinhada à rotina dos moradores.
A integração, porém, não elimina a separação entre os espaços. Uma divisória metálica entre o living e o home delimita os ambientes de maneira sutil. A estrutura permite a passagem da luz e mantém a percepção de continuidade, sem abrir mão de diferentes atmosferas na área social.
No centro da composição está a bancada gourmet de desenho curvo. Ela acompanha a planta do imóvel, organiza a circulação e favorece a interação entre quem está em diferentes pontos da casa. “A curvatura provoca essa sensação de movimento e aproximação, além de permitir que todos se vejam e participem do momento”, explica Denise.
Mobiliário acompanha a arquitetura
O living recebeu um sofá modular com desenho orgânico e possibilidade de diferentes configurações. A peça foi escolhida para atender tanto a momentos mais reservados quanto à recepção de convidados.
No jantar, sofás arredondados, mesa com linhas suaves e peças de design delicadas mantêm a linguagem curva do apartamento. A proposta considera o uso cotidiano do casal e também encontros com família e amigos.
Segundo Denise, a casa precisava funcionar para a rotina dos moradores e estar preparada para festas e reuniões. Por isso, a integração dos espaços orientou a escolha do mobiliário e a distribuição dos elementos.
A arquiteta afirma que a seleção de madeira, pedras e tecidos naturais buscou reforçar a sensação de permanência e criar uma relação afetiva com o espaço. A combinação é acompanhada pela monocromia dos estofados e por contrastes pontuais, como o tapete azul.







