BERTIOGA — As ciclovias da Riviera de São Lourenço receberam estruturas destinadas a abelhas nativas brasileiras sem ferrão. A iniciativa, chamada Ciclovias Polinizadoras, instalou 13 colmeias em pontos com vegetação e oferta de recursos florais, criando um corredor favorável à polinização.
O projeto foi idealizado pelas biólogas do Setor de Meio Ambiente da Associação dos Amigos da Riviera de São Lourenço. A polinização ocorre por meio do transporte de pólen e é essencial para a reprodução de muitas plantas.
Do total, 10 colmeias abrigam jataís (Tetragonisca angustula) e três são destinadas a mirins (Plebeia droryana). As colônias de jataí têm, em média, cerca de 5 mil indivíduos cada. Nas colônias de mirim, a quantidade fica entre 2 mil e 5 mil indivíduos.
As estruturas foram distribuídas pelas ciclovias dos canais 2, 3 e 4. A localização considera a presença de plantas e recursos necessários às abelhas. O projeto também pretende levar informações à comunidade sobre as espécies, suas características físicas e ecológicas.
Cada colmeia conta com uma placa informativa. O material orienta as pessoas a evitar interferências nas estruturas, preservar plantas floridas e respeitar o ambiente natural durante a convivência com os polinizadores.
Para Beatriz de Almeida, diretora-adjunta da Sobloco Construtora, criadora do empreendimento Riviera, a instalação transforma atividades cotidianas em contato com a natureza. “O projeto transforma um simples deslocamento de bicicleta ou uma caminhada em uma experiência de contato com a natureza”, afirmou.
O acompanhamento é feito regularmente pelo Setor de Meio Ambiente da Associação dos Amigos da Riviera de São Lourenço, com uma a duas visitas semanais. Nas inspeções, a equipe limpa o entorno, remove aranhas e outros potenciais predadores e aplica graxa nos postes que sustentam as colmeias. A medida dificulta a chegada de formigas às estruturas.







