Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Zélia Amador de Deus é sepultada em Ananindeua após despedida em Belém

Professora, pesquisadora, artista e ativista morreu aos 74 anos e foi homenageada por familiares, instituições e autoridades.

Zélia Amador de Deus é sepultada em Ananindeua após despedida em Belém

Zélia Amador de Deus foi sepultada ao final da tarde desta quarta-feira (09/09), no Cemitério Recanto da Saudade, em Ananindeua. A cerimônia reuniu familiares e amigos. O velório havia começado na noite anterior, no Teatro Waldemar Henrique, na Praça da República, no bairro da Campina, em Belém.

A escritora, professora, pesquisadora, artista e ativista morreu aos 74 anos, por volta das 18h de terça-feira (08), em um hospital de Belém. Zélia enfrentava um câncer havia alguns anos e fazia tratamento em casa. Nos últimos dias, seu estado de saúde se agravou, levando à internação.

Nascida em 1949, no arquipélago do Marajó, Zélia construiu sua trajetória acadêmica na Universidade Federal do Pará (UFPA), onde se formou em Letras e passou a atuar como docente. Sua carreira também esteve ligada às artes, ao teatro, à cultura e à gestão universitária.

Na UFPA, foi diretora do então Centro de Letras e Artes entre 1989 e 1993 e vice-reitora entre 1993 e 1997. Ela participou da idealização do Auto do Círio e, mais tarde, assumiu funções relacionadas às políticas afirmativas e à diversidade, contribuindo para o avanço das ações de inclusão na universidade.

Atuação no movimento negro

Zélia foi uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), em 1980. A organização atua no enfrentamento ao racismo na Região Norte. Ela também participou da luta pelo reconhecimento dos direitos das comunidades quilombolas e integrou, em 2001, a representação brasileira na III Conferência Mundial contra o Racismo, realizada em Durban, na África do Sul.

Após a morte, a Prefeitura Municipal de Belém e o Governo do Pará decretaram luto oficial de três dias na capital e no Estado, respectivamente, a partir de terça-feira (8). A UFPA também decretou luto oficial por três dias pelo falecimento da professora.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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