Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Vorcaro tratou patrocínio de filme e contrato com escritório como prioridades

Mensagens obtidas pela PF indicam atenção especial a pagamentos ligados a Flávio Bolsonaro e à esposa de Alexandre de Moraes.

Vorcaro priorizou negócios com filme de Bolsonaro e esposa de Moraes
Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

Mensagens e comprovantes de pagamento obtidos pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero indicam que Daniel Vorcaro, do Banco Master, priorizou dois negócios enquanto era investigado por suspeita de fraudes contra o sistema financeiro nacional: o patrocínio do filme “Dark Horse”, associado a Flávio Bolsonaro, e o contrato com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Cada acordo retiraria cerca de R$ 130 milhões do caixa do banco. O patrocínio do filme foi acertado em dólares e correspondia a R$ 131 milhões pela cotação da época. Pelo menos R$ 61 milhões haviam sido pagos. Já o contrato com o escritório Barci de Moraes tinha valor de R$ 134 milhões por três anos, dos quais pelo menos R$ 80 milhões foram pagos.

Cobranças pelo filme

Em conversa com o cunhado Fabiano Zettel, em 28 de janeiro de 2025, Vorcaro reclamou do atraso de uma parcela do patrocínio. “Esse e o mais importante disparado Não pode falhar mais”, escreveu o empresário. Depois que Zettel perguntou se deveria somar o valor para o pagamento do dia seguinte, Vorcaro respondeu: “Soma”.

A mensagem foi usada pela Procuradoria-Geral da República para pedir a abertura de inquérito contra Vorcaro, seu grupo, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, que autorizou a investigação em julho passado. Flávio Bolsonaro responde a um inquérito policial e afirma que os recursos são privados.

Contrato com o escritório

Em 15 de março de 2025, o empresário e ex-ministro das Comunicações Fábio Faria cobrou Vorcaro sobre atrasos nos pagamentos ao escritório de Viviane Barci de Moraes. Faria havia aproximado o banqueiro do ministro Alexandre de Moraes. Na sequência, Vorcaro procurou o funcionário Ângelo Silva para cobrar a quitação.

Em 14 de julho de 2025, ao discutir débitos de R$ 42 milhões com o funcionário Alberto Félix, Vorcaro autorizou o pagamento de R$ 15 milhões e determinou que o escritório fosse incluído na lista de credores.

Alexandre de Moraes foi relator do processo que levou Jair Bolsonaro à prisão por golpe de Estado e organização criminosa. O ministro afirmou que nunca se encontrou com Vorcaro. Um julgamento no STF pode resultar na abertura de inquérito contra Moraes; a sessão está marcada para a próxima terça-feira (15/9).

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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