Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Escritório confirma voos de Alexandre de Moraes em jato ligado a Vorcaro

Barci de Moraes diz que usou serviços da Prime Aviation e nega vínculo pessoal com proprietários das aeronaves.

Escritório confirma voos de Alexandre de Moraes em jato ligado a Vorcaro

O escritório Barci de Moraes confirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), viajou em jatos operados pela Prime Aviation, empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A informação foi divulgada neste domingo (20) em nota do escritório, que tem Viviane de Moraes, esposa do ministro, como sócia.

Segundo o escritório, a empresa contrata serviços de táxi aéreo de diferentes companhias. A nota afirma que, nos voos realizados em aeronaves da Prime Aviation com integrantes do escritório, não estavam Daniel Vorcaro nem outras pessoas de fora da equipe. Em algumas ocasiões, Viviane viajou acompanhada do marido.

O escritório declarou que a contratação segue critérios operacionais e que a escolha das aeronaves cabe às empresas de aviação civil contratadas. Também afirmou não ter contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation nem ter adquirido cotas da companhia.

Voo no Rio de Janeiro

Ainda neste domingo (20), foi divulgado um vídeo que mostra Alexandre de Moraes e Viviane desembarcando no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O registro foi feito em 22 de agosto de 2025, após um voo em um Legacy 650, de matrícula PP-NLR.

A aeronave pertencia a uma empresa ligada a Vorcaro. O voo ocorreu depois de negociações do escritório de Viviane para um possível segundo contrato com empresas relacionadas ao ex-banqueiro, no valor de R$ 50 milhões. O escritório nega que esse segundo contrato exista.

De acordo com a Polícia Federal, o contrato teria sido assinado em 12 de maio de 2025 entre o escritório e a Viking Participações, empresa representada por Vorcaro. O documento previa três anos de prestação de serviços. Em 19 de maio, as partes teriam assinado um acordo para definir o pagamento dos R$ 50 milhões. Segundo a PF, R$ 40 milhões dos honorários seriam quitados com participações em duas empresas ligadas à operação de aeronaves.

O contrato com a Viking teria sido firmado depois de um acordo entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes. Assinado em janeiro de 2024, o primeiro contrato previa 36 parcelas mensais de R$ 3,6 milhões, totalizando R$ 131 milhões caso fosse cumprido integralmente. Após os impostos, o valor líquido seria de R$ 108 milhões.

Em defesa apresentada ao STF na terça-feira (15), Alexandre de Moraes negou que houvesse um segundo contrato entre o escritório de sua família e empresas ligadas a Vorcaro. “INEXISTIU SEGUNDO CONTRATO OU QUALQUER OUTRO VÍNCULO do escritório Barci de Moraes com o Banco Master, Daniel Vorcaro ou qualquer das empresas ligadas a eles”, afirmou.

No final de março, o gabinete do ministro havia negado que ele tivesse usado aeronaves de empresas ligadas ao ex-dono do Banco Master. Na ocasião, afirmou que Moraes jamais viajara em avião de Daniel Vorcaro ou na companhia dele e de Fabiano Zettel, a quem disse não conhecer.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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