BALNEÁRIO CAMBORIÚ — O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) convocou apoiadores em Santa Catarina para uma mobilização de duas semanas, a cerca de 15 dias das eleições. O objetivo, segundo ele, é ampliar a votação e permanecer na disputa.
Durante um comício, Santos pediu que cada apoiador buscasse 30 multiplicadores de votos. Ele afirmou que seria necessário convencer pessoas que, em sua avaliação, foram enganadas por informações falsas. Na pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (17), o candidato aparece com 3% das intenções de voto.
Santos declarou acreditar em uma virada que o leve ao segundo turno. Para sustentar a possibilidade, citou mudanças eleitorais atribuídas ao governador anterior de Santa Catarina, Carlos Moisés, e a Romeu Zema. O candidato também criticou os dois nomes que lideram as pesquisas, classificando-os como bandidos.
Na avaliação de Santos, os eleitores estariam se afastando do debate político e sendo levados a votar sem reflexão. Ele defendeu que os apoiadores conversem sobre política para tentar alterar o resultado da eleição.
Críticas a Bolsonaro e Lula
Em Balneário Camboriú, o candidato questionou a presença de Jair Renan na cidade e criticou a atuação da bancada de Santa Catarina no Congresso, que, segundo ele, tem forte presença do Partido Liberal (PL).
Santos afirmou que Santa Catarina continuou sem reforma, estrada e infraestrutura durante os governos de Bolsonaro e Lula. Também criticou o Pacto Federativo e disse que o estado não deveria manter uma relação de dependência com políticos que, em sua avaliação, não cuidam de seus interesses.
Ele ainda mencionou Carlos Bolsonaro, candidato do PL ao Senado por Santa Catarina, ao questionar sua ligação com a região. A declaração ocorreu durante a agenda de campanha do candidato no estado neste fim de semana.







