Contagem, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Brasil

PF investiga negociação de emendas entre assessora de Flávio e miliciano

Maria de Fátima Bezerra Castro teria tratado de recursos com Robson Calixto, condenado no caso Marielle Franco, segundo a investigação.

Assessora de Flávio negociou emenda com condenado em caso Marielle

A Polícia Federal investiga a atuação de uma assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na negociação de emendas parlamentares com Robson Calixto, conhecido como “Peixe”. O miliciano foi condenado neste ano por organização criminosa no processo sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).

De acordo com a apuração, Maria de Fátima Bezerra Castro convidou Calixto para um evento com Flávio Bolsonaro. A intenção, segundo os investigadores, era permitir que ela cobrasse pessoalmente o parlamentar sobre os recursos.

Recursos sob investigação

A PF apura se emendas destinadas a entidades ligadas aos irmãos Brazão, também condenados pelo assassinato de Marielle, foram desviadas. A investigação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Uma das entidades investigadas recebeu R$ 199 mil de uma emenda destinada por Flávio Bolsonaro ao Ifop (Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio). Em nota, o senador afirmou que a “emenda foi destinada dentro da legislação vigente e dos critérios técnicos do Ministério do Esporte”.

Flávio também declarou que a entidade apresentou notas fiscais dos materiais adquiridos e devolveu os valores não utilizados. Para o senador, a execução dos recursos cabe à entidade beneficiária, enquanto eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle.

Mensagens encontradas no telefone de Calixto levaram os investigadores a avaliar que Maria de Fátima era uma interlocutora direta do miliciano no gabinete do senador. O contato dela estava salvo como “Fafá Flávio Bolsonaro”.

Em uma conversa de novembro de 2023, Calixto pediu ajuda para que o Ifop recebesse recursos e pudesse concluir o projeto. A assessora respondeu: “Reforça o pedido com o senador”.

A investigação também acompanha o envio de cerca de R$ 400 mil para o município de Barra do Piraí (RJ). O total repassado por emenda a uma organização sob investigação seria de R$ 599.128,00. Calixto foi preso preventivamente e, em julho passado, foi alvo de um novo mandado de prisão.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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