Contagem, Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Brasil

Sete são presos por sequestro de investidor de criptomoedas na Serra

Vítima foi monitorada por cerca de um ano e obrigada a transferir aproximadamente R$ 20 mil durante o crime.

Sete são presos por sequestro de investidor de criptomoedas na Serra

Sete dos nove investigados pelo sequestro de um investidor em criptomoedas foram presos pela Polícia Civil. A vítima foi monitorada por cerca de um ano antes de ser abordada, na manhã do dia 11 de junho, e levada para uma área de mata em Jardim Carapina. Os criminosos queriam obrigá-la a transferir ativos digitais.

Segundo a polícia, o homem foi retirado de um Porsche, colocado em um Chevrolet Celta e levado para a região de mata. No local, sofreu agressões e ameaças de morte. A escolha teria ocorrido por causa da exposição da vítima nas redes sociais, onde ela mostrava informações sobre o patrimônio e a atuação no mercado de criptomoedas.

O caso é investigado como extorsão com restrição de liberdade, modalidade conhecida como sequestro-relâmpago. A vítima foi obrigada a transferir aproximadamente R$ 20 mil, cerca de 3,7 mil USDT, criptomoeda conhecida como Tether e vinculada ao dólar. O grupo pretendia conseguir até R$ 5 milhões.

A ação foi interrompida depois que o pai da vítima rastreou o celular e chamou a polícia. Com a presença da Polícia Militar e do NOTAER na região, os criminosos tentaram se esconder. A vítima conseguiu escapar ao se desvencilhar do grupo e pular de um barranco.

Prisões e participação dos investigados

A operação da Polícia Civil ocorreu no dia 27 de agosto e terminou com a prisão de seis pessoas. Willian já estava preso por tráfico de drogas. Samuel e Ana Júlia continuam foragidos.

A polícia aponta Adilson como líder e primeiro destinatário dos valores. Osmar é apontado como um dos líderes e participante da abordagem. Samuel teria dirigido o Celta, enquanto Enoque e Erlan são investigados pela execução da ação. Laís teria recebido e repassado parte do dinheiro. Irlan estaria ligado ao veículo e à tentativa de criar uma versão falsa de que ele havia sido roubado. Willian é apontado como responsável por parte da logística e pela tentativa de apagar provas. Ana Júlia teria monitorado a movimentação policial e avisado os demais integrantes.

De acordo com os investigadores, Willian foi detido em flagrante por tráfico antes de ir à delegacia para comunicar falsamente o roubo do Celta. A polícia afirma que os envolvidos já tinham relação com roubos, tráfico, homicídios e outros delitos, mas não formavam uma associação especializada em sequestros.

Como o dinheiro foi rastreado

O delegado Gianno Trindade, da Delegacia Especializada de Segurança Patrimonial, afirmou que as criptomoedas podem ser rastreadas. A transferência foi realizada na rede Tron, que gera um código alfanumérico para cada operação. Com autorização judicial, os investigadores chegaram à corretora e ao responsável pela carteira que recebeu os valores.

A partir de Adilson, a polícia acompanhou a distribuição do dinheiro para Laís, esposa dele, além de Enoque, Erlan e Osmar. Essa divisão dos recursos é chamada de “smurfização” e, segundo o delegado, pode dificultar o rastreamento.

Os policiais também cruzaram registros financeiros com dados de celulares, mensagens e localização. A análise foi usada para relacionar os beneficiários das transferências à execução do sequestro.

Texto produzido pela Redação Lar em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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